Observatório Alviverde

29/10/2016

CUCA PROMOVE UMA NOVA RESSURREIÇÃO DOS MORTOS E O PALMEIRAS PERDE PARA O SANTOS


O MEU RESUMO AO FINAL DO PRIMEIRO TEMPO


O 2 x 2 entre Galo e Fla foi o melhor resultado possível para as pretensões do Palmeiras, mas para que este placar possa ser útil o Verdão tem de fazer, também, a lição de casa.

Foi um primeiro tempo espetacular entre Santos e Palmeiras.

Para quem não entendeu a entrada do Allione, foi essencialmente  tática! 

O argentino, sob esse aspecto, está sendo de uma enorme utilidade para aquilo que, taticamente, Cuca propõe.

O time está bem, começando por uma defesa sólida, passando por um meio de campo combativo mas sem criatividade. O ataque, disperso e apenas esforçado, está muito mal posicionado.

O goleiro estreante mostra que é calmo, uma das maiores virtudes de qualquer camisa um, mas não foi testado pelo menos até agora.

A TV registra que Cuca reclama que estamos sem jogada dentro da área do Santos.  

De fato ele está certo não só pela ausência de um camisa nove de ofício, (opção dele) como pela falta de alguém que ocupe o setor. Cuca tem razão quando reclama disto mas quem escala e define as opções tátoca é ele mesmo!

Eu não mexeria em nada neste início do segundo tempo pois o time está muito bem, repito, para aquilo que deseja em relação ao jogo o técnico palmeirense.. 

O SEGUNDO TEMPO 

O Palmeiras voltou, exclusivamente, para se defender e esse foi o grande erro de Cuca, na medida em que chamou sobre sua defesa o jovem e rápido time do Santos.

O envolvimento dos atacantes palmeirenses na marcação desperdiçou os nossos melhores talentos e tirou bastante a força ofensiva do time.

Da mesma forma, os recuos de Moisés e Tchê para marcar retiraram a conexão meio de campo-ataque. 

É o preço que o Palmeiras tem de pagar para escalar Zé Roberto, mas Cuca, convenientemente, finge que não compreende e que não vê.

A derrota em si por 0 x 1 para o Santos na Vila é normal, haja vista que se trata de um clássico. 

O que não dá para engolir é a ressurreição dos mortos promovida por Cuca.

Querer virar um placar adverso recorrendo a Rafael Marques, Cleyton Xavier e Leandro Pereira é acreditar demais em milagres ou no impossível.

De qualquer forma, mesmo com a derrota, o Palmeiras continua à frente de todos os adversários a apenas cinco jogos do final da competição.

Três deles o Verdão fará em casa contra a Inter, Chape e Botafogo e com amplas perspectivas de título.

Agora, porém, com a incômoda perseguição do jovem time do Santos. 

O Palmeiras que se cuide!

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SAUDADE DOS ANTIGOS BRASILEIROS QUE ANTECEDERAM OS PONTOS CORRIDOS!


Dois jogos deste sábado fazem-me sentir como se eu estivesse vivendo a semifinal dos saudosos Campeonatos Brasileiros, aos quais se chamava antigamente de classificatórios. 

Diferentemente de um certame por pontos corridos, o campeonato classificatório filtra -por exemplo- os oito melhores times da primeira fase da competição (esta sim jogada em pontos corridos) e, a partir daí, os coloca em duelos mata-mata até filtrar os dois finalistas que o decidem.

Sei, perfeitamente, que essa não é (jamais será), a melhor forma de aferição técnica do melhor time de uma temporada, porquanto afere, apenas, a pior ou melhor condição de um clube na fase da decisão.

Falo em termos de emoção, motivação e, principalmente, "R&@i$" e sou convicto de que o campeonato classificatório é aquele que mais motiva as torcidas e sempre leva mais público aos estádios. 

Os "Brasileiros" de antigamente eram (foram) espetaculares, até que a inefável inteligência da crônica esportiva brasileira (dos Juca(s), dos Prado(s) dos Trajano(s) dos Helena(s)  e de tantos outros, (que mania estúpida de copiar a Europa!) criminosamente os alterou. 

Tiraram da cartola a antiga fórmula de disputa ainda em prática no velho continente, do campeonato por pontos corridos e os Campeonatos Nacionais no Brasil jamais foram os mesmos em termos de interesse, motivação, presença de público e -principalmente- arrecadação.

E sabem o que os europeus vieram buscar no futebol brasileiro além de nossas estrelas de campo? Simplesmente a idéia dos 3 pontos por vitória para acabar com a predominância do empate em seus campeonatos. 

Com perdão pela digressão, os jogos de hoje fazem-me retornar a uma época em que não havia jogo desimportante no Brasileiro, nem a menor perspectiva de entregas de jogo, pois todos tinham de lutar por um objetivo ou pela própria sobrevivência. 
PS: O Verdão, várias vezes foi vítima dessa indecência e até rebaixado)

Fosse há alguns anos e teríamos uma rodada como a de hoje definindo os dois finalistas do Brasileiro. Seria sensacional!

Dá para calcular a dose de emoção que uma rodada como essa esparramaria pelo pais na semifinal de um Brasileiro?

Voltemos à realidade.

Atenção para os horários dos dois jogos mais importantes da rodada:

Galo x Fla, às l6,30H no Mineirão 

Santos x Palmeiras, na Vila, às l8,30H. 

Antes de tudo, um elogio à CBF que tanto criticamos.

A entidade teve personalidade para "peitar" o Fla e a maior parte da mídia, que inexplicavelmente reivindicavam os dois jogos disputados simultaneamente, em um mesmo horário. Na verdade a CBF apenas cumpre o regulamento! 

Tradicionalmente os clubes (há anos) já sabem que apenas nas duas  rodadas finais do Brasileiro a entidade efetua o remanejamento dos jogos. 

Nessas eventualidades coloca em um horário comum todos os jogos que valem o título, as vagas na Libertadores e até o descenso, para que os clubes não aleguem vantagens ou desvantagens em relação aos adversários ou a eles próprios.

Quando afirmo que a rodada de hoje simula a semifinal de um campeonato classificatório, o faço em razão de colocar em confronto os quatro melhores times do Brasileirão, jogando o 4º (Santos) x 1º (Palmeiras) e o 2º (Fla) x 3º (Galo) mas sei que não passa, apenas, de uma grande coincidência.

Nem quero entrar no assunto das perspectivas e alternativas dos resultados e deixo essa projeção para vocês. 

Eu apenas digo que, de acordo com o site Infobola, as possibilidades de título por parte do Palmeiras são da ordem de incríveis 90% enquanto o Flamengo tem 5%, o Galo, 3% e o Santos, apenas 2%.

É óbvio que esses números refletem a situação vivenciada pelos clubes apenas antes da rodada de hoje e que a partir dos resultados os números podem mudar, profundamente.

O fato é que o Palmeiras ainda pode queimar a gordura de duas rodadas e independentemente de quaisquer resultados, manterá a liderança.


Melhor, porém, que vença o Santos esta noite na Vila, pois além de afastar do caminho um adversário impertinente, aumentará, até, o percentual de possibilidade de título. 

Sei que é difícil vencer na Vila, ainda mais com um árbitro como o paraense escalado do qual o Palmeiras se não tem tão amargas lembranças, boas, certamente, também não as tem.

Fique claro e indubitável que eu queria -muitíssimo- uma vitória, mas se o Palmeiras obtiver e trouxer um empate da Vila eu já vou começar a olhar no espelho e começar a imaginar-me campeão!


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Complemento:
Lista com os 24 jogadores relacionados por Cuca:
Goleiros: Vinicius Silvestre e Vagner
Laterais: Egídio, Fabiano, Jean e Zé Roberto
Zagueiros: Edu Dracena, Mina e Vitor Hugo
Volantes: Arouca, Gabriel, Tchê Tchê e Thiago Santos
Meias: Allione, Cleiton Xavier e Moisés
Atacantes: Alecsandro, Dudu, Erik, Gabriel Jesus, Leandro Pereira, Lucas Barrios, Róger Guedes e Rafael Marques

O provável time: 
Vinicius Silvestre (Vagner); Jean, Yerry Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto;
Thiago Santos (Fabiano), Tchê Tchê e Moisés;
Gabriel Jesus, Dudu e Lucas Barrios (Allione).

Que o Verdão derrote o Santos na Vila  e dê mais um grande passo rumo ao título. (AD)

28/10/2016

PALMEIRAS, INDECISÕES NA DECISÃO!


Com Jailson fora em razão do terceiro cartão amarelo recebido no jogo contra o Sport e diante da impossibilidade -ainda- da volta do titular Prass, Cuca garante que ainda não definiu o goleiro para o clássico de sábado, na Vila, contra o Santos.

São duas as opções com que conta o treinador.

Ele está indeciso entre voltar com experiente porém tímido Vagner ou lançar o jovem Vinicius Silvestre que deixou recentemente a base ainda não fez nenhuma partida no time principal!

Mas qual entre esses dois goleiros, você imagina estar mais bem preparado e qualificado para substituir Jailson?

Peço a você que vai postar que, antes de responder pense, primeiro, no problema de grandes proporções vivido pelo técnico palmeirense, um verdadeiro "quebra-cuca" como se dizia antigamente!

Diante da situação criada e da importância enorme do clássico de sábado, Cuca escondeu a escala e diz que não revela o nome do goleiro que começa o clássico.

De minha parte acredito que, em se tratando de um clássico vital e de uma enorme responsabilidade, o goleiro será, inquestionavelmente, Vagner!

Sou convicto de que a experiência e a rodagem de Vagner (ele é ótimo goleiro e já foi até campeão paulista pelo Ituano) prevalecerão sobre a juventude de Silvestre, mesmo que ele, potencialmente, possa ser, tecnicamente, muito superior ao companheiro. 

A conclusão a que chego é a de que Vagner, que perdeu a titularidade após falhar no jogo contra o Chapecó, ainda no primeiro turno, pode, perfeitamente, a exemplo de Fabiano, recuperar-se moralmente diante da torcida mais exigente do "planeta bola" que, diga-se de passagem, vai comparecer em numero muito limitado ao velho Urbano Caldeira. 

Para isso havia a necessidade de uma chance e quando Vagner menos esperava a chance surgiu e ele garante que vai provar que é um grande goleiro. Assim espera toda a coletividade alviverde.

Já que citei Fabiano, fique registrado que ele pode ser novamente o dono da lateral direita. Pelo que vi no último jogo, aprovo!

Nessa perspectiva, Jean se desloca para reforçar o meio de campo entrando no lugar de Thiago Santos.

Numa comparação entre os dois eu diria que se Thiago supera Jean -levemente- em presença física e marcação, mas perde, -disparadamente- em distribuição de bola, chegada ao ataque, arremate ao gol, cobranças de falta ou nos chamados lances de bola parada.

Nas entrevistas Cuca tem realçado que pode jogar com ou sem um centro-avante de ofício. Se vier a fazê-lo deve escalar Barrios e se não o fizer aposta todas as fichas em Allione.

Pelo que se depreende das informações veiculadas ontem, o time do Palmeiras para iniciar o clássico, caso não surja nenhum impedimento de última hora, será este:

Vagner (Vinicius Silvestre); Fabiano (Jean), Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Jean (Tiago Santos), Moisés e Tchê Tchê; Dudu, Gabriel Jesus e Barrios (Allione).

RESUMO DAS PERGUNTAS A VOCÊ, TORCEDOR DO VERDÃO:

Seria esse o melhor time com o qual Cuca poderia contar?


A melhor opção para o gol está no experiente Vagner ou no jovem Vinicius?

O time fica melhor com Jean na lateral ou com ele na meia-cancha?

No ataque você optaria pelo jogo rápido de Allione, através de tabelas progressivas em velocidade?

Ou pela parede perfeita que Barrios, embora lento, sabe -muitíssimo bem- fazer para quem vem de trás, tanto e quanto em função de sua altura e maior presença de área para as cabeçadas?

Ou ainda, por outra opção tipo Alecsandro e Leandro Pereira?

Enfim, qual o melhor time que Cuca poderia escalar para despachar definitivamente o perigoso Santos da perspectiva de conquista do Brasileirão-16?

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27/10/2016

PARA COMEÇAR A NÃO DEPENDER DE NINGUÉM, O PALMEIRAS PRECISA FAZER SÁBADO EM SANTOS A SUA PRIMEIRA LIÇÃO FORA DE CASA!


Amigos deste OAV

Ontem, reconheço, escrevi demais, e conquanto ninguém tenha reclamado, hoje serei mais breve. Prometo-lhes, ao menos tentarei.

Vou direto ao assunto:

Inter e Galo (jogaço) fizeram um dos clássicos mais bonitos a que eu assisti este ano, ontem no Beira Rio. 

Deu Galo, 2 x 1, mas o empate, além de fazer justiça aos dois clubes, ajudaria muito o Palmeiras que os enfrenta por estes dias, na reta final do Brasileirão.

Essa vitória dos mineiros não foi nada boa para o Palmeiras. 

Explico:

Com classificação iminente para a finalíssima da Copa do Brasil, que jogador quer deixar de estar na mídia e de vestir a faixa de campeão? 

Receio que os jogadores do Galo irão relaxar um pouco em relação ao Brasileiro e não farão contra o Flamengo, sábado que vem, aquilo a que se chama "jogo da vida". Este é o meu receio!

Imagino que possa ocorrer, ainda que de uma forma inconsciente.

Isso pode, perfeitamente, facilitar a vida dos cariocas, que já obtiveram a facilitação de gabinete com a marcação do jogo não para o campo minado do horto, mas para a ampla praia do Mineirão. 

Importante: os atleticanos sempre destacam que nada têm contra o Palmeiras e as organizadas dos dois clubes aparentemente dão-se, até, muito bem.  

Porém, se mal pergunto me desculpem, mas eu gostaria de saber porquê, se tanto chamam o Palmeiras de clube amigo e se são cientes, conscientes e sabedores de que o Verdão tem capacidade e força para também ajudar a lotar o Mineirão, não abrem mão de enfrenta-lo no Horto. Por que será, hein?  

A tal rivalidade Fla-Galo, cantada em prosa e verso pela mídia mineira hoje só existe mesmo entre as torcidas.

Entre todos os envolvidos na "Guerra de Goiânia", travada no longínquo 1981, tida e havida como a razão maior e definitiva de tanta repulsa entre os dois clubes e respectivas torcidas, só o massagista Belmiro e o roupeiro Juruna -parece- ainda estão na ativa.

Por isto, que nenhum palmeirense se fie na perspectiva de um Fla-Galo, desgastante para os dois clubes, sábado que vem.

Acho improvável que cause expulsões e contusões em ambos os lados por uma pegada acima da tolerância.   

Sou convicto de que isto só existe mesmo entre os torcedores organizados herdeiros do ódio e alguns comuns, mais antigos, que ainda frequentam os estádios e assistem ao vivo os jogos do CAM.

Da mesma forma, pensem que os jogadores atleticanos agora sabem, perfeitamente, que as chances de o Atlético ser Campeão Brasileiro   são, decididamente, muito menores do que aquelas de ganhar a Copa do Brasil.  

Detalhe: "a 'estória' que diz que todo o boleiro é burro é mentirosa pois já nem existe mais. Foi-se o tempo...

Por isso lhes digo que, ao menos para mim, não será nenhuma surpresa e não causará nenhum espanto se muitos dos chamados "cobras" do Galo correrem pra não chegar, tirarem o pé e evitarem as divididas no jogo de sábado contra o Fla.

Ou vocês acham que a maioria deles já não está pensando no próximo jogo contra o Inter, na própria valorização pessoal e profissional, na polpuda gratificação e em todas as "benesses" da conquista de um titulo que só depende do próprio Galo para ser conquistado, a Copa do Brasil?

Outro detalhe importantíssimo que pesa em demasia: o Galo Mineiro já não tem mais a forte identidade mineira de antigamente!  

Tudo isso, porém, não ocorre se Marcelo Oliveira resolver colocar em campo um time misto, o que, de certo modo e em tese, poderia facilitar ainda mais a tarefa carioca no Mineirão.

Entendo, porém, que pode ser uma faca de dois gumes com o poder de  matar o Flamengo neste Brasileiro em razão não apenas da excelente qualidade dos jovens, tanto e quanto da garantia da imposição da velha identidade mineira

De qualquer forma, apesar das sedes da CBF e da Globo serem no Rio, de o Departamento de Árbitros ser também no Rio, fatores estes que sempre tiveram peso hora das decisões, considero, o Galo Mineiro -se chegar-, um adversário mais perigoso do que o Flamengo nessa luta pelo título Brasileiro de 2016.

Espero que na quinta-feira, 17 de novembro, quando o Palmeiras vier a Belo Horizonte enfrentar o Galo, isto é, daqui a mais três rodadas, que o Verdão não esteja necessitando tão prementemente de uma vitória.

Do mesmo modo, espero que o time mineiro também não pontue três no domingo, 06/11 em Curitiba, onde vai travar um jogo de altíssimos risco e tensão contra um Coritiba bravo, tinhoso e cem por cento disposto a lutar por sua própria sobrevivência na Série A. 

Se perder para o Coxa ou, até mesmo, empatar, o Galo já não terá mais a mesma motivação para enfrentar o Palmeiras dia 17 pelo Brasileiro.

Na qualidade de finalista da Copa do Brasil -já está quase lá- nenhum jogador vai dar tudo de si, imagino, ou se expor fisicamente contra o Verdão porque ninguém vai querer ficar fora dos dois jogos finais da Copa (dias 23 e 30 de novembro).

Para não ter de pensar, pesar, medir e sujeitar-se a todos esses aspectos, o Palmeiras tem de começar em grande estilo a sua caminhada final rumo ao título, a partir de uma importante e retumbante vitória sobre o Santos, depois de amanhã na Vila.

Por incrível que pareça o Santos ainda corre por fora nessa atropelada final do Brasileiro e tirá-lo do caminho, por si só, é a motivação maior para Cuca, irmão e para todos os jogadores do Verdão.

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26/10/2016

PALMEIRENSE, PERMITA QUE O OTIMISMO BATA EM SUA PORTA!



Meus amigos palmeirenses...

Compreendo esse oito ou oitenta da torcida do Palmeiras na reta final do Brasileiro, em que uns estão pessimistas e outros super otimistas. Afinal, todos têm os seus motivos!

Quero dizer, de cara, que entre os dois, o inexplicável pessimismo que tem tomado conta de tantos palmeirenses, é pior, muito embora eu reconheça que qualquer onda exacerbada de otimismo também não seja uma boa conselheira.

Nesse "oito ou oitenta" que divide o sentimento da torcida, prefiro o quarenta, obediente ao ensinamento de meu tio Valdomiro, do alto de seus 95 anos de total lucidez e de seu conveniente palmeirismo, estritamente social, quando ele diz que "no meio é que está a virtude. 

Porém, como ter ou manter pessimismo diante da performance firme do Palmeiras em um campeonato tão difícil, das suas muitas partidas de invencibilidade e, principalmente, da solidez administrativa atual?

Como ser pessimista diante da corrosiva campanha de esvaziamento movida pela mídia contra o Verdão? Não entenderam? Explico!

Entendam que esse (sim) é um sinal claro, evidente e, sobretudo, revelador de que tudo no Verdão nunca esteve tão bem! 

Se a mídia permanecesse quieta e reticente ou fazendo algum elogio inócuo ou imerecido, aí, sim, haveria motivos para maiores preocupações...

De qualquer forma, entendo o sentimento que domina os palmeirenses pessimistas e não os culpo por seus negativismos e temores. 

Cansados de vivenciar lutos e decepções, menos pelas más atuações da equipe, e muito mais em função das ações extra-campo nefastas de jornalistas amestrados, de entidades administrativas que não se respeitam, das autoridades teoricamente judicantes dos TJs esportivos da vida, e, sobretudo das arbitragens no campo de jogo, o torcedor já se resguarda de emoções negativas, muitas vezes mortais.

Para que não se vá tão longe, dá pra esquecer daquele Santos e Palmeiras com Ceretta de Lima no apito? Ou dá? É claro que não dá! Nunca, Never "N'avoue Jamais", e em tempo algum! 

Como toda a tragédia deixa um consolo, resta o lenitivo de que, ao menos, ele não apitou nunca mais nenhum jogo do Verde, amém!

Agora, como -em sã consciência- explicar a contínua ação destrutiva da maior parte da mídia em relação ao Palmeiras? Freud não explica e nem Justus justifica!

Não existe -nunca existiu- a mais mínima preocupação da mídia paulistana, com as situações de rebaixamento já vivenciadas pelo Palmeiras que, eles adorariam fosse "forever", isto é, para sempre, em idênticas proporções aos sentimentos de ódio frustração e decepção que hão sentir caso o Palmeiras ganhe este Brasileirão. 

Ou muitos deles não aplaudiram a decisão do departamento de futebol do Palmeiras em jogar a Copa do Brasil com um time misto diante de  um Grêmio, sob nova direção e tão motivado?

En Passant: Que falta continua fazendo o saudoso Milton Peruzzi!!!

Massacrantemente formada por sãopaulinos, curicanos e até ousados sereiístas, cujos indicadores sujos estão sempre apontados para o Palmeiras e contra o Palmeiras, a maior parte da crônica esportiva paulistana trabalha aberta e escancaradamente contra o Verdão.

De há muito parei de ligar rádio, de comprar jornais paulistanos e de assistir a programas esportivos gerados na capital paulista. Dá asco!

Entretanto sou obrigado a tolerar em Tv os relatos e opiniões de notórios "antis" que, de uma forma bem perceptível, trabalham subliminarmente pelo fracasso do clube. 


Deu pra reparar que se o lance é de interpretação contrária ao Palmeiras e não foi assinalado, é repetido e cobrado do árbitro várias vezes até o fim do jogo? 

Deu pra sentir também que se o lance é dúbio ou interpretativo, a manifestação dos analistas é sempre contra o Verdão?

A favor do Palmeiras em TV só aquilo que é escancarado!
 
Os próprios árbitros já perceberam que diferentemente do que ocorre quando apitam os jogos de outros clubes, ainda que errem feio contra o Palmeiras, o lance só será citado ou mostrado, no máximo, uma ou duas vezes e tudo se encerra por aí sem maiores repercussões! 

E pensar que entre esses tantos jornalistas jactanciosos e pretensiosos, os mesmos que se julgam superiores a quem os vê, ouve ou lê, ainda têm a coragem e o desplante de afirmar que palmeirense tem mania de perseguição.

Contradito-os afirmando que eles -sim- é que têm a mania de perseguir!  
A maioria absoluta dos cronistas opinativos que militam em Sampa e até no Rio está sempre à procura de pelo em ovo a fim de colocar obstáculos na trajetória palmeirense sem se preocupar se isso pode ou não ser prejudicial à profissão. Mas eles sabem que sim!

Com a maior desfaçatez e cara-de-pau, batem no Palmeiras indiscriminadamente, especialmente aqueles que vestem por baixo do uniforme de suas empresas a camisa das gazelas, se esquecendo de que sem a presença do Verdão os campeonatos não têm o menor sabor.

Os cronistas bambis jamais perdoarão o Palmeiras e os palmeirenses por fazerem com o Curica o "Derby Paulista", termo que Thomáz Mazzoni foi buscar turfe e que em todos os países do planeta bola serve para caracterizar o maior e mais importante evento esportivo popular de uma cidade.

Mas alguém (exceto os cronistas que odeiam o Palmeiras que omitem a verdade e enganam o povo) duvida que Palmeiras x Curica é (continua sendo) o maior jogo do futebol de São Paulo e um dos maiores do "Planeta Bola?"  

Por tudo isso, ainda que o time (como ocorreu este ano) seja um líder folgado, com a ampla diferença de 6 pontos sobre o segundo colocado e com amplas possibilidades de levantar a Taça, parte da torcida diz que não acredita, porém apenas como uma forma de não se iludir caso sobrevenha uma hecatombe.

Isso só existe em face de tantas decepções pretéritas vivenciadas pelo Verdão em situações parecidas com as que estamos vivendo nos últimos dias deste galopante ano de 2016. 

No entanto, verdade seja dita, vivemos um momento ímpar, diferente de todos aqueles vivenciados nos últimos anos.

Infelizmente o próprio Palmeiras, com o fito exclusivo de ganhar o Brasileiro, cometeu o imperdoável pecado de disputar as quartas-de-final da Copa do Brasil poupando jogadores e representado por um time misto. 

Foi um tiro no pé que não se sabe se foi disparado por pessimismo ou por super-otimismo, mas prefiro acreditar mais que por pessimismo, pois, parafraseando Luxemburgo, "o medo de perder o Brasileiro, tirou-nos a vontade de vencer a Copa do Brasil". 

Tinhamos (temos) time e elenco para vencer as duas competições, mas o pessimismo (conforme previ) roubou-nos essa condição. 

Daqui a cinco anos poucos vão se lembrar que o Palmeiras era o melhor de 2016 mas jogou as decisões para as semifinais representado por um time misto! 

Da mesma forma, deu para avaliar o tanto que o Palmeiras perdeu em termos de renda, de exposição na mídia porquanto mesmo a atual de líder do campeonato é pequena e restrita!

Para aqueles que têm 2009 como parâmetro ou justificativa para temer pelo pior há que se registrar a falta de harmonia diretiva entre Belluzzo e Cipullo quando o presidente, que parecia não se entender com o diretor de futebol e despediu Luxa, amigo de Cipullo!

Essa "briga" elevou-se a um plano acima dos interesses do Palmeiras pois o presidente objetivava contratar Muricy. Nem é preciso repetir tudo o que veio depois disso!

Desta vez, mesmo que os números (ainda) não autorizem e que as nossas razões tanto e quanto as razões do próprio futebol não permitam que se afirme -peremptoriamente- que o título já é do Verdão, a grande verdade é que se pode afirmar de uma forma prática, concreta e real -sem otimismos ou pessimismos- que as chances do Palmeiras estão "al di la", isto é "muito além do que possa conceber a nossa vã sabedoria"!

Para quem ainda não percebeu esta é a razão da amaríssima decepção atual de 90% ou mais componentes da crônica esportiva paulistana

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25/10/2016

OS NÚMEROS COMPROVAM QUE O PALMEIRAS ESTÁ BEM PERTO DO TÍTULO, MAS TODO O CUIDADO É POUCO!


São mais seis jogos que o Palmeiras irá cumprir, da próxima rodada ao final do Brasileirão.

Três deles em casa contra Inter, Botafogo e Chapecoense e três fora contra Santos, Galo e Vitória. 

Eis a campanha do líder, Palmeiras, disputados 32 jogos:
1º lugar,  67 pontos e 69,8% de aproveitamento.
Foram 20 vitórias, 7 empates, 5 derrotas, 56 gols pró, 29 contra e saldo de 27.

Agora a campanha 2º colocado, o Flamengo:
2º lugar, 61 pontos e 63,5% de aproveitamento. 
Foram 18 vitórias, 7 empates, 7 derrotas, 45 gols pró, 51 contra e saldo de 14 gols.

A campanha do 3º colocado, o Galo Mineiro:
3º lugar, 59 pontos e 61,5% de aproveitamento.
Foram 17 vitórias, 8 empates, 7 derrotas, 54 gols pró, 40 contra e saldo de 14 gols.

A campanha do 4º colocado, o Santos:
4º lugar, 58 pontos e 60,4% de aproveitamento.
Foram l8 vitórias, 4 empates e 10 derrotas, 50 gols pró, 28 contra e saldo de 22 gols.

DETALHE: 
APENAS ESSES 4 TIMES TÊM POSSIBILIDADE DE GANHAR O TÍTULO.

O Palmeiras encontra-se à frente de todos os adversários em número de vitórias. Tem duas a mais do que Flamengo e Santos, e três a mais do que o Galo, sendo este o primeiro critério de desempate.

Em relação ao segundo critério, maior saldo de gols o Palmeiras tem 13 a mais do que Flamengo e  Atlético Mineiro e 5 em relação ao Santos

Se for tomada a referência do ataque mais positivo o Verdão faz 56 X 45 em relação ao Fla, 56 a 54 em relação ao Galo e 56 a 50 em relação ao Santos.

Como se pode notar, o Palmeiras está próximo do título, mas para chegar lá terá de superar uma tabela de jogos extremamente difícil, assim:

JOGOS DO PALMEIRAS:
Sábado, 29/10 na Vila Belmiro contra um concorrente direto, o Santos. Se vencer o Palmeiras, praticamente, tira o Peixe do caminho.
Domingo, 06/11, no Allianz contra um adversário fatídico e ameaçado pelo descenso, o Inter. 
5ª Feira, 17/11 em Belo Horizonte, contra um concorrente direto, o Galo Mineiro.
Domingo, 20/11 no Allianz, contra o time de melhor campanha no returno, o Botafogo.
Domingo, 27/11, no Allianz contra a Chapecoense que gosta de "engrossar" contra o Verdão.
Domingo, 04/12, em Salvador contra o Vitória que luta para não cair.

JOGOS DO FLAMENGO:
Sábado, 29/10, em BH contra o Galo. Quem perder fica mais longe do título. Com um empate marcam passo abraçados.
Sábado, 05/11 no Maracanã, clássico regional contra o Bota dificílimo.
2ª Feira, 14/11 no Independência, contra o virtualmente rebaixado América MG, livre atirador.
Domingo, 20/11, no Maracanã, contra o desesperado Coritiba.
Domingo, 27/11, no Maracanã, contra o Santos. Um come o outro ou morrem abraçados.
Domingo 04/12, em Curitiba onde não é fácil derrotar o Atlético Pr.

JOGOS DO GALO MINEIRO
29/10 em BH contra o Flamengo. Quem perder fica mais longe do título. Com um empate marcam passo abraçados.
4ª Feira, 16/11 em Curitiba contra o desesperado Coritiba, fugindo do rebaixamento.
5ª Feira, 17/11 em Belo Horizonte, contra um concorrente direto, o Palmeiras.
Domingo, 20/11 em Recife contra o rebaixado Santa Cruz.
Domingo, 27/11, em Belo Horizonte contra o Bambi. Se não precisar vencer, o Bambi entrega.
Domingo, 04/12, em Chapecó contra a Chapecoense.

JOGOS DO SANTOS
Sábado, 29/10 na Vila Belmiro contra um concorrente direto, o Palmeiras. Se perder o Santos sai do caminho do Palmeiras.
Sábado, 05/11 em Campinas contra a mediana Ponte.
5ª Feira, 17/11 na Vila Belmiro contra o desesperado Vitória.
Domingo, 20/11, contra o Cruzeiro, time em ascensão, em Belo Horionte. 
Domingo, 27/11, no Maracanã, contra o Fla. Um come o outro ou morrem abraçados.
Domingo, 04/12 na Vila Belmiro contra o rebaixado América, que o derrotou em BH por 1 x 0. 

CONCLUSÃO:
Os números, ao final de cada rodada, comprovam que o Palmeiras está cada vez mais perto do título, mas nunca é demais lembrar aos palmeirenses que todo o cuidado é pouco. É preciso ir devagar e comer pelas beiradas. 

Afinal, como diziam os antigos, "cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém"!

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23/10/2016

PALMEIRAS 2 X 1 SPORT. CUCA INVENTOU NA ESCALAÇÃO E COMPLICOU UM JOGO QUE PODERIA TER SIDO MENOS DESGASTANTE!


Meus amigos

Que me perdoem os "analistas" de resultado, mas o Palmeiras tinha de ter humildade e ser conservador se quisesse atalhar o caminho para o título.

Cuca, esportivamente, foi arrogante e tomou a iniciativa do jogo sem nenhuma necessidade, tanto e quanto colocou em campo uma formação tirada da cartola.

O resultado aí está consubstanciado em alguns lances cruciais.

1) O Palmeiras foi dominado pelo Sport que deu sufoco e esteve mais perto de marcar. Ainda bem que o Verdão tem um goleiro chamado Jailson.

2) O gol do Palmeiras ocorreu em contra-ataque que, conforme eu adiantei na postagem de ontem, era a forma mais inteligente de enfrentar o time pernambucano, sem maiores desgastes.

3) Diego Souza passeou, fez excursão e pic-nic em  cima da defesa palmeirense.

4) Sorte de campeão o gol de Tchê no finalzinho do 1º tempo, que surgiu de bola lançada na área após cobrança de lateral.

Que a sorte continue do lado do Palmeiras e, antes que eu esqueça, que ninguém, pelo menos em relação ao que se viu até agora, reclame da arbitragem.
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A GRANDE VERDADE APÓS O 2 X 1.
Cuca escalou o time errado e o fez apenas com o objetivo de justificar a palhaçada da desclassificação na Copa do Brasil, repetindo o time para poder dizer agora: "viram como eu estava certo?" Ele foi patético!

Como o time venceu ninguém vai nem tocar no assunto e muitos até vão censurar este bloguista pela crítica legítima e oportuna.

Cuca, no intervalo, tentou consertar a besteira fazendo entrar aquele que a maioria chama de "grosso" e que alguns querem fora do time, Thiago Santos.

E no entanto eu lhes digo que ai do Palmeiras se TS não houvesse entrado para jogar feio, porém com a garra e espírito de luta de sempre, marcando forte, fazendo as antecipações, disputando todas as bolas e dando o sangue em campo

Deu pra notar perfeitamente que, com ele em campo, Diego Souza não foi mais o mesmo jogador desequilibrante da etapa inicial!

Mas, se mal pergunto me perdoem, por que a alteração ocorreu do lado direito com o sacrifício de Fabrício, por onde ao menos saiam as poucas jogadas de apoio ao ataque do Palmeiras?

Por que essa alteração, se o setor vulnerável do Verdão e por onde mais incursionou e atacou o time do Sport era o lado esquerdo da defesa do palmeirense, guardado pelo veteraníssimo Zé Roberto?

Aliás, se o time não tinha laterais apoiando e chegando ao fundo para cruzar, por que a manutenção insistente de um centroavante nulo, sem mobilidade, sem jogadas de progressão?

Por que e para que, enfim, a permanência em campo de Barrios, um mero empurrador de bola para o gol? Mas empurrar o que se a bola não chegava e ele só fazia número em campo?

Outra vez ficou provado que "se a bola não chega -não chegou- não há (não havia) senso na manutenção em campo do limitadíssimo "argentino-paraguaio".

Mas não foi exatamente isto que este bloguista destacou e publicou na postagem de ontem? Quando Alecsandro entrou já era tarde! Para Alecsandro e para o time!

Meu resumo:

Em um jogo no qual Jailson, o goleiro do Palmeiras foi o craque e pegou até tiro de fuzil...

Em que a defesa, sacrificada pela falta de marcadores de ofício deveria ter começado ao menos com um dos três volantes de contenção que ficaram inexplicavelmente na reserva...

Em que o ataque esteve limitado pois dependia -sempre- da condução de bola e das aproximações de Tchê-Tchê e de Moisés, pode-se dizer que a vitória é uma prova cabal de que, noves-fora as teimosias e idiossincrasias de Cuca, os deuses do futebol não abandonaram o Verdão e o título ficou mais próximo.  

Lembram-se do que eu disse que o Palmeiras teria de ser conservador e chamar o Sport pra cima, a fim de proporcionar mais espaço e melhores condições de jogo para o próprio Palmeiras que contava predominantemente com jogadores de velocidade e, taticamente, só jogava tocando pelo meio?   

Individualmente, além de Jailson jogaram bem Fabiano (substituído no intervalo)...

Vitor Hugo, que cumpriu jornada dupla ao ser obrigado a cobrir Zé Roberto esteve bem, com um ou outro erro pontual..

Da mesma forma Allione, Moisés e Tchê-Tchê, este a personagem do jogo, visto que o decidiu assinalando o gol da vitória do Verdão. 

Mina só entra no pacote dos bons por ter melhorado acentuadamente o seu rendimento no segundo tempo.

Jogaram razoavelmente embora bem longe do que sabem e podem Jean e Dudu. 

Jean foi, como sempre, um lutador um guerreiro em campo...

Dudu não pôde fazer o que ele sabe fazer melhor, isto é, atacar, pois está sacrificado ao esquema pela necessidade de se apresentar constantemente para ajudar na marcação a fim de cobrir Zé Roberto. Ainda assim fez o gol de abertura.

Zé Roberto apesar de toda a sua luta, dedicação e esforço esteve -hoje, hoje, hoje- muito vulnerável. Pelo seu setor foram criadas quase todas as  jogadas mais perigosas do Sport. 

Zé Roberto, Barrios e Cleyton Xavier (CX10 continua sem ritmo de jogo) estiveram abaixo do nível e do ritmo dos companheiros.   

Em relação a arbitragem ouvi o Noriega afirmar na TV que as "novas" orientações a respeito do chamado "toque não intencional" exortam os árbitros a apitar pênalti, mas isso é mais velho do que o rascunho da bíblia.

Baimonilson Lisboa, sapientíssimo professor da escola de arbitragem da Bahia nas longínquas décadas de 60 e 70 já ensinava:

"qualquer ação de um atleta que aumenta com a abertura dos braços seu o volume corporal e sua presença na própria área está tirando proveito de uma situação. Por isso, se a bola tocar em sua mão mesmo que não seja intencionalmente, tem de ser marcado o pênalti. 

Mina, de fato, cometeu um pênalti que não foi marcado e que será o mote dos programas televisivos de hoje, amanhã e de toda esta semana, visando a desvalorizar a vitória do Palmeiras e denegrir a imagem do time mais cotado a levantar o título em 2016.

A arbitragem, reconheço, não foi perfeita, mas, da mesma forma, não foi tão mal quanto tentaram vender e propagar Milton Leite e Noriega. 

Inconformados com a não marcação da penalidade (eles não pararam de falar sobre o lance até o final da transmissão) e até fugiram de suas características profissionais de "ensaboados" criticando nominalmente o árbitro dando a entender que ele tinha de ser apenado e afastado. 

Fariam eles o mesmo se o árbitro cometesse um erro do mesmo naipe a favor do Curica ou dos Bambis? Ao menos fizeram, algum dia, ou é esta a primeira vez que agem assim ao microfone do Sportv? 

Milton Leite cuja transmissão (nos jogos do Palmeiras, nos jogos do Palmeiras, nos jogos do Palmeiras) é lenta, arrastada e sempre carregada de estatísticas inúteis, só teve um bom momento.

Foi a partir do orgásmico grito que emitiu quando do gol do Sport, muito diferente daqueles desanimados e desenxabidos emitidos quando dos dois gols do Palmeiras.

A partir do empate pernambucano, como que num passe de mágica sua transmissão melhorou, ressaltando a sua condição de ótimo narrador, um dos melhores do país, desde que não esteja trabalhando em jogos do Palmeiras. 

UMA CURIOSIDADE
O que dirá a mídia hoje (domingo), amanhã e durante a semana para deslustrar a vitória e minimizar a importância da liderança do Palmeiras?

UM DETALHE IMPORTANTE
São pontuais as minhas críticas a Cuca que hoje (mais uma vez) tentou provar que a menor distância entre dois pontos não é uma reta, mas uma curva. Isto, porém, não significa que deixei de considerá-lo o melhor técnico deste Brasileirão!

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EU JOGARIA COM O TIME MAIS FECHADO LOGO MAIS CONTRA O SPORT, EXPLORANDO O DESESPERO DO ADVERSÁRIO!


Quem desconhece que uma vitória esta tarde no Allianz é fundamental na caminhada do Palmeiras rumo ao título do Brasileirão/2016.

Consoante com o cálculo de Cuca, três vitórias garantem o título.

Partindo-se dessa premissa, é bom que o Palmeiras trate de conquistar a primeira logo mais no Allianz contra o desesperado time do Sport.

Esta é a lista dos concentrados da qual sairá o time que começa o jogo.

Cuca, estrategicamente,  não anunciou a escalação do Verdão promete anunciar só momentos antes do jogo.

Foram 24 os relacionados por Cuca:
Goleiros: Jailson e Vinicius
Laterais: Egídio, Jean, Zé Roberto e Fabiano
Zagueiros: Thiago Martins, Yerry Mina e Vitor Hugo
Volantes: Gabriel, Arouca, Thiago Santos, Tchê Tchê e Matheus Sales
Meias: Allione, Cleiton Xavier e Moisés
Atacantes: Dudu, Alecsandro, Erik, Lucas Barrios, Leandro Pereira, Rafael Marques e Róger Guedes.


Sei que Cuca gosta muito de surpreender e entrar em campo sempre com um time diferente daquele que todos esperam.

Fabiano, que foi muito bem contra o Grêmio, teve um problema na coxa mas, mesmo assim, está entre os relacionados.

Sua convocação faz supor que Cuca vai aproveitá-lo e passar Jean para o meio de campo.

Na prática, em razão a importância e da responsabilidade do jogo, tenho as minhas dúvidas de que isto venha a acontecer.   

O certo mesmo é que Gabriel Jesus está suspenso e não vai para o jogo.

Apesar de estar fora de seu padrão normal de atuação e de não ter rendido o que sabe e pode, ele vai fazer muita falta logo mais.

Na qualidade de craque, GJ exige sempre marcação pessoal por parte do adversário e mesmo em lances esporádicos, decide os jogos!

Finalmente é bom dizer que cada palmeirense tem uma ideia do time que -imagina- seja o melhor para o jogo desta tarde. 

Vou escalar "o onze" que, em meu conceito, é o melhor, na expectativa de que os companheiros de blog façam o mesmo.

Este, de acordo com as minhas expectativas, seria o time mais indicado para começar o jogo:

Jailson, Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto. Gabriel, Tchê, Moisés e Dudu. Róger Guedes e Alecsandro ou Barrios, dependendo da forma como o time vai jogar.

Se o Palmeiras soltar os laterais, (improvável que ocorra) entraria com Barrios para explorar o jogo aéreo e para fazer a parede para quem viesse em velocidade de trás... 

Mas se o time atuar tocando pelo meio melhor que seja com Alecsandro ou com Leandro Pereira que têm mais mobilidade e capacidade para o jogo tocado que vem de trás.

A minha opção pela volta de Gabriel é para dar mais sustentabilidade à defesa, proporcionar cobertura a Zé Roberto, e dar mais consistência e velocidade à defesa quando o adversário contra-atacar. 


Não creio, pelo que tenho visto de Diego Souza, hoje o cérebro e líder em campo do rubro-negro pernambucano, a necessidade de se destacar um atleta para, exclusivamente, acompanhá-lo.

Sei que ele vai entrar disposto a "estraçalhar" em campo para provar que era um jogador compatível com o atual grupo do Palmeiras, mas duvido que consiga.

Na verdade têm faltado a Diego (hoje um "balzacão" dos campos) disposição física e mobilidade que, espero, ele não tenha reservado para o jogo decisivo desta tarde.

Como vocês notam, estou sendo conservador em minha escalação e no modo de jogar do Verdão...

Creio que este é um momento decisivo que exige concentração, serenidade e seriedade porque só assim o Palmeiras poderá chegar com segurança ao objetivo colimado.

Aliás, daqui ao final do Brasileiro, fosse eu o treinador atuaria com precaução, muito mais na espera do que tomando as iniciativas... 

Colocaria o time (mais) para tocar a bola, envolver o adversário e fazer o tempo passar, explorando os contra-ataques e só subindo com segurança e "na boa".

Para encerrar:

Independentemente das pressões dos sonhadores, dos bobos, dos puristas, da mídia e de todos aqueles que ficam exigindo que o time jogue bonito eu só quero dizer o seguinte.

Já chega de fanfarronadas e filustrias porque o importante mesmo é ganhar novamente o título Brasileiro 22 anos depois. 

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21/10/2016

O PALMEIRAS E OS PALMEIRENSES ESPERAM QUE CADA JOGADOR CUMPRA O SEU DEVER!

 Meus amigos

Cuca declarou que com a atual diferença quatro pontos sobre o segundo colocado, bastam mais três vitórias para que o Palmeiras vista a faixa e seja proclamado Campeão Brasileiro pela nona vez.

Se o título vier -sou convicto de que vem-, o Verdão passará à condição isolada de o clube brasileiro com maior número de títulos do Campeonato Brasileiro, hegemonia dividida, atualmente, com o Santos.

Atentem para o fato de que Cuca não afirmou que o Palmeiras teria de conseguir nove pontos mediante empates e vitórias, mas, sim, provenientes de três vitórias, já que esse é o primeiro critério de desempate.

Nunca é demais lembrar os jogos complicados que o Verdão terá pela frente, um mais difícil do que o outro, considerando-se que não existem jogos fáceis no Brasileirão, mormente quando o campeonato vai se aproximando sua reta final. Todo ano é assim!

Antes da publicação que farei da relação dos ses jogos que ainda restam ao Verdão, percebam e, ao mesmo tempo, meditem na dificuldade dos jogos independentemente do adversário a ser enfrentado.

Notem que mesmo quem já não tem mais a menor condição de chegar ao título, está lutando por algum objetivo visando à próxima temporada, independentemente da posição que ocupe na tabela.

Assim, uns brigam pela sobrevivência na elite, alguns por vagas da Sul Americana, outros pelas vagas da Copa do Brasil e da Libertadores e todos, enfim, cada qual em seu segmento.

O que nos dá alento, esperança e nos alimenta a expectativa de título é o excelente time que temos, sem qualquer dúvida, o melhor do campeonato.

Comandado por um treinador de ponta, que erra (muito) no varejo mas acerta (a maioria das vezes) no atacado, o Palmeiras de Paulo Nobre está com tudo nas mãos para levantar esse título e, como dizem muitos, só pode perder pra si proprio. 

Embora considerando a veracidade da afirmativa eu creio que o Palmeiras ainda tem de se cuidar muito fora de campo pois o número de predadores do time seja na mídia, no tribunal, nas arbitragens e em todos os segmentos tem crescido assustadoramente nesta reta final. 


O Palmeiras, garantido na Libertadores e que luta exclusivamente pelo título terá pela frente, ainda, os seguintes jogos:

23/10, dom, l7 H   x Sport, no Allianz.
29/10, sáb, 19,30H x Santos FC x Palmeiras, na Vila Belmiro.
06/11, dom, 17,00H x Inter, no Allianz.
17/11, 5ª F, às 21,00 H x Galo, no Independência.
20/11, dom, a marcar x Botafogo, no Allianz.
27/11, dom, a marcar x Vitória x Palmeiras, no Barradão.

Sintam que não será fácil a vida do PalmeirasO Sport luta para não cair, isto é, pela sobrevivência.
O Santos, 55 pts, ainda pensa em título mas luta pela Libertadores.
O Inter, adversário fatídico, também luta para não cair.
O Galo Mineiro, apesar da boa diferença de 8 pontos ainda pode alcançar o Palmeiras em razão do confronto direto.
O Botafogo, em franca ascensão, ainda alimenta grandes sonhos nesta fase final do Brasileirão. 
O Vitória, com a corda no pescoço, também luta para se livrar do rebaixamento.

Como disse Dudu em recente entrevista, serão sete decisões seguidas nas quais todo o cuidado será pouco.

Segundo o site Infobola, especialista no assunto, a possibilidade de o Palmeiras ganhar o título, cumpridas 31 rodadas e à seis jogos do encerramento do Brasileiro é de  77%.

Agora não tem mais desculpa. Desistimos da Copa Brasil e optamos pelo Brasileiro. O time está "descansado" e apto a ganhar o Brasileiro.

Parafraseando o Almirante Barroso antes da vitória sobre os paraguaios na Batalha Naval do Riachuelo, "O Palmeiras e os  palmeirenses esperam que cada jogador cumpra o seu dever!" 

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20/10/2016

A ESTÚPIDA ESCALAÇÃO DE UM TIME DE RESERVAS NA COPA DO BRASIL AUMENTA A RESPONSABILIDADE AO NÍVEL DE OBRIGAÇÃO DE CUCA GANHAR O BRASILEIRO!


Faço questão de destacar que não foram apenas a imaturidade, a insensatez, o despreparo e a hipertrofia do ego infantil de Allione os fatores determinantes da perda do vaga da CdB para o Grêmio.

Cuca a quem continuo respeitando e reconhecendo como um excelente treinador também tem de ser questionado e culpabilizado.

Ficou bem explícita a sua tacanha mentalidade de boleiro, prova provada pela circunstância de que, com amplas perspectivas de ganhar as duas mais importantes competições do futebol brasileiro, ele optou por uma, a mais difícil e abriu mão da outra, muito mais fácil.

Imaginei -sim- e até admiti que Cuca poupasse alguns jogadores cujas condições físicas estavam abaixo da média geral.

Eu só não imaginei que ele fosse exagerar em sua ação, passar dos limites, extrapolar e posar de moderninho, atualizado e politicamente correto, poupando o time titular inteiro, atirando contra o próprio pé.

Esse tipo mentalidade perdedora sacrifica o elenco na medida em que um time reserva, por melhor que seja, do ponto de vista individual,  não tem entrosamento... 

Da mesma forma, vai de encontro, colide e violenta a filosofia da torcida que quer o time disputando tudo, de levantamento de copo a arremesso bituca, como se dizia antigamente. 

Ao fazer a opção clara pela disputa de apenas um título quando existia a possibilidade de ganhar dois, Cuca voltou às origens e revelou um perfil retrógrado de técnico de time pequeno, adotando uma postura a  que nomino de mentalidade perdedora. Isso tem de ser eliminado da vida do Palmeiras.

Peço aos amigos do OAV, mas, principalmente, a quem venha a entrar casualmente neste espaço que não julgue que o eterno foca que produz este blog e escreve estas palavras seja outro "profeta do acontecido" como tantos que existem por aí e que tenha escrito esta "croniqueta" de forma oportunística.

Na postagem que antecedeu o jogo de ontem, manifestei o meu completo desagrado e total reprovação pela anunciada perspectiva de Cuca utilizar um time reserva, conforme aconteceu.

Semana passada muita gente censurou o presidente do Barcelona quando ele declarou que "só pode treinar o Barça, alguém que ao menos conheça a história do clube Catalão". Josep Maria Bartomeu está certíssimo, coberto de razão.

Conhecesse ele, Cuca, com profundidade o Palmeiras, sua saga, seu passado, sua trajetória, sua história, sua glória e principalmente a alma da LEAL torcida e ele jamais cogitaria ou se atreveria em escalar um time de reservas nas quartas de final de um torneio do jaez, importância e magnitude da Copa do Brasil. Foi um tiro no pé!

Sua insensibilidade total  ao colocar em campo um time de segunda linha para disputar a fase final de um torneio de elite, revela, claramente, que ele não respeitou a nossa camisa e os 30 mil abnegados que compareceram ontem ao Allianz. 

Por favor, não me venham com essa que o Palmeiras dominou o Grêmio e que até ficar com um jogador a menos estava ganhando o jogo. Já vi tantas vezes times reduzidos a  nove ou oito jogadores se encherem de brio e ganharem partidas consideradas impossíveis.

Eu não quero nem tocar no assunto da formidável perda financeira decorrente da derrota  a que, certamente, Cuca não considerou e nem cogitou. 

Se passasse pelo Grêmio o Palmeiras teria a oportunidade de jogar, no mínimo, mais duas vezes contra o Cruzeiro ou, no máximo, quatro, se chegasse às finais da competição contra o vencedor de Galo x Inter.

Prefiro falar na perspectiva perdida de uma massiva exposição dos patrocinadores alviverdes na TV aberta em plena época de renovação contratual, tanto e quanto da marca do próprio Palmeiras não apenas para o Brasil, mas para o mundo, como sempre ocorre nas decisões.

Entretanto a falta de visão e de consciência palmeirísticas de Cuca, Mattos e Cícero jogaram tudo por terra em uma ação que, em meu entendimento, pode ter sido adotada com a melhor das intenções, mas que, na prática trouxe, prejuízos materiais irreparáveis e irrecuperáveis ao Verdão, noves fora os morais!

O lado sentimental e o ego da torcida, fatores determinantes da lotação dos estádios e justamente aqueles que mantém acesa a chama da paixão pelo Verdão foram desconsiderados em nome de uma pretensa tática optativa de conquista de título.

Será que Cuca, Mattos e Cícero em algum momento ponderaram que o Palmeiras era o atual campeão da Copa do Brasil e que este ano defendia o título da competição?  

Cuca sabia disto? Não sei (acho, até, pouco provável), mas sou convicto de que Mattos e Cícero não sabiam e nem sabem -absolutamente- de nada! 

Se os atletas que compõem o time principal estão submetidos e acostumados a uma rotina de dois jogos semanais, por que essa bobagem de poupar todo o time e não, exclusivamente, os "baleados"?

Nunca foi tão fácil passar para as semifinais de uma Copa do Brasil mas Cuca preferiu declinar da possibilidade e abdicar da prerrogativa. 

A ESTÚPIDA ESCALAÇÃO DE UM TIME DE RESERVAS NA COPA DO BRASIL AUMENTA A RESPONSABILIDADE AO NÍVEL DE OBRIGAÇÃO DE CUCA GANHAR O  BRASILEIRO!

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NA TV
Assisti ao jogo direto pela TV Gaúcha com o relato do esforçado Luciano Perico, que torceu o tempo todo pelo Grêmio, mas não me irritou porque  foi honesto e imparcial quando dos lances de arbitragem.

Havia um comentarista de arbitragem, o ex-árbitro Márcio Chagas que conduziu-se muito bem por sinal.

O comentarista técnico foi Maurício Saraiva, aquele que aparece sempre no Sportv.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra cumpriu o costumeiro papel global de "comentarista muralista", isto é, de ficar sempre em cima do muro.

O repórter (o único que estava em Sampa) foi André Kampff, mas o áudio do estádio com o trabalho dos repórteres e com o som ambiente só começou a funcionar  aos 11' do segundo tempo.

De qualquer forma senti-me satisfeito e realizado porquanto livrei-me da maior tragédia que pode acontecer a um palmeirense que vê tevê, isto é, acompanhar um jogo que tenha o relato de Kléber Machado ou de Milton Leite. Livrai-me sempre que for possível, Senhor desse horrendo e difícil karma, amém! (AD)

Fosse eu qualquer deles, pediria para não ser escalado nos jogos do Verdão (AD)