Observatório Alviverde

01/05/2011

SANTOS APLAINA O NOSSO CAMINHO PARA O TÍTULO, MAS, PARA CHEGAR LÁ, PRECISAMOS, PRIMEIRO, VENCER OS GAMBÁS!


O Santos, como queria a Leal torcida, subjugou os bambis, humilhando-os, em pleno Morumbi, aplainando o caminho do título para o Palmeiras, se o Verdão conseguir passar pelo Corinthians hoje à tarde no Morumbi.

A eliminação de um adversário fatalista, o SPFC, é uma notícia animadora e alvissareira. Quem desconhece que entre os nossos três maiores adversários, os bambis são sempre os mais complicados e mais difíceis de serem batidos.Com eles fora do caminho tudo fica mais simples.

Além da sorte prodigiosa que os acompanha nos jogos contra o Palmeiras, são, invariavelmente,mais que ajudados, carregados pelas arbitragens. Até o árbitro de hoje, Paulo César Oliveira, já os ajudou. Quem não se lembra do gol de mão de Adriano? A história dos confrontos está aí para confirmar que o apito amigo sempre os ajuda contra o Verdão..


Foi uma vitória justa e merecida a da equipe santista, arquitetada fora de campo pela incrível visão tática de Muricy, materializada nas quatro linhas pelo imenso talento de Ganso e, principalmente, de Neymar.


Apesar da derrota bambi, o script do clássico correu do jeito que a mídia mais gosta. O Sansão de ontem, mais uma vez, foi um duelo nobre, um autêntico confronto de cavalheiros, limpo, tranquilo, favorável à convalidação da precipitada tese midiática, segundo a qual Ganso e Neymar são as duas maiores individualidades do atual futebol brasileiro.


Os caras da mídia perderam o senso e a medida das coisas. Parecem obsessionados em impor essa tese, como se fosse um dógma eclesiástico. Até o ponderado Maurício Noriega, excelente comentarista do Sportv, aderiu ao modismo e pegou essa pilha. Ontem, ele repetiu o exagero à exaustão e apelava aos torcedores de outras equipes para que reconhecessem a condição de craques de Ganso e Neymar como manda, hoje, o 1º mandamento da bíblia, digo, da mídia.


Precipite-se quem quiser, mas não partilho desse exagero, embora reconheça que Neymar e Ganso são dois jogadores especiais, diferenciados, de muito futuro e que podem, perfeitamente, chegar lá, Ainda, não chegaram!  A tempo e hora, se merecerem, os revenciarei, mas é muito precoce para que o faça agora. Nem Pelé em idade inferior. muito melhor que ambos juntos, e artilheiro absoluto do Santos já em seu primeiro Paulistão, foi glorificado e reconhecido tão rapidamente!


O 1º tempo de Ganso, ontem, contra os bambis foi fraquíssimo, abaixo da crítica. Apesar dos espaços, amplos que lhe ofereciam, escondeu-se do jogo e não fez, absolutamente, nadica de nada! Muito pouco para quem, como eles dizem, é uma das duas maiores individualidades do atual futebol brasileiro.

Os comentaristas, (ouvi também vários de rádio) decepcionados, não o analisaram no comentário de intervalo. Preferiram se omitir e ficaram torcendo para que na volta para o segundo tempo ele  fizesse alguma coisa interessante no 2º tempo, a fim de que pudessem incensá-lo e glorificá-lo.


Ganso só apareceu na etapa complementar em função da alteração tática de Muricy em procedimento inteligente, mas que não era inédito. Luxemburgo foi o pioneiro nessa estratégia, ao tempo em que dirigiu o Cruzeiro e o fazia habitualmente. Foi a partir do momento em que Muricy ordenou a Ganso para avançar e cumprir duas funções eminentemente ofensivas que ele passou a se destacar: a de lançador e de meia de aproximação. Desobrigado de marcar, cumpriu-as muito com muita efetividade. Carpegiani pecou por deixá-lo atuar livre, sem, sequer, uma sombra de marcação e Ganso é um jogador que requer marcação vigilante e, de preferência, antecipativa.


Ficou, novamente, claro e óbvio por tudo oi que aconteceu no primeiro tempo que Ganso não é um jogador participativo. Fica esperando a bola no pé e só procura os espaços para transformar-se em opção se o time estiver em ação ofensiva. Defensivamente é fraco, preguiçoso e omisso.


Neymar foi completamente diferente! Extremamente participativo, jogou bem o tempo todo, mesmo sob severa marcação pessoal. Ele, sim, demoliu o fortíssimo sistema defensivo do São Paulo, menos pela habilidade, pouco usada, mas, acima dela, por sua incrível velocidade.

Para não falar mais sobre um jogo que não é nosso, acrescento que o clássico de cavalheiros entre Santos e São Paulo, exclusivamente de bola e na bola, sem a menor deslealdade, é impensável quando o Palmeiras é um dos protagonistas.

Contra o Santos, contra os gambás ou contra os bambis, todos os nossos jogos transformam-se em guerras. Contra a gambazada, esta tarde, não será diferente.

Como eu disse outro dia, todos os  times se doam em campo, se transfiguram, dão tudo de si, usam da violência, da catimba e de todos os artifícios e, até, se superam para ganhar do Palmeiras de qualquer forma, porque parecem odiá-lo.

Uma simples pergunta: Quem bateu mais em Neymar que, convenhamos, apanha muito, embora muito menos do que Kléber e Valdívia?   Xandão ou Cicinho? É óbvio que foi Xandão!
Mas Neymar se revoltou e ficou apoplético, enlouquecido, contra os bambis ou contra o Palmeiras?

É por isso que eu digo. O time mais importante do futebol paulista sempre foi e continua sendo o Palmeiras. Não fosse isso, os outros não dariam o corpo a alma e a própria vida por uma simples vitória sobre o Verdão. 


PALMEIRAS X CORINTHIANS
                  
Meus amigos, ficou provado, após o Santos e São Paulo, que não existe, hoje, no futebol paulista, nenhum time melhor do que o Palmeiras.

Podemos até perder logo mais para os gambás por circunstâncias do próprio jogo, mas temos um time superior ao deles, como ficou configurado no clássico da fase classificatória em que perdemos pelo resultado mínimo, mas jogando muito mais bola do que eles. Apesar disso, não vou dar a fatura como liquidada diante do Corinthians. Seria pueril e, mais do que ingenuidade, uma temeridade cantar a vitória sobre os gambás, antes da hora. hora.     Nunca usei turbante ou manipulei bolas de cristal, mas sou convicto de que temos, no terreno das probabilidades, muito mais chances de ganhar.

Respeito muito o adversário, o maior entre todos, nosso eterno rival. Além da enorme tradição e do invejável currículo, tem um time muito bem articulado, taticamente desenhado, definido, de estupenda preparação física, com jogadores de qualidade, muito experientes, acostumados aos grandes jogos e às grandes decisões.

Amanhã a sua imensa torcida não fará a diferença. A Leal, será, esta tarde, 98% maior do que a Fiel, e o Pacaembu será pintado inteiramente de verde por dentro e por fora. Duvido que os jogadores gambás não se sintam estranhos no novo ninho do periquito.

Sinto o jogo de hoje à imagem e semelhança do último derby quando perdemos por 1 x 0, embora, repito, tenhamos jogado muito melhor. Será, novamente, mais uma autêntica batalha de atrito entre dois times que jogam de forma semelhante, com muita transpiração.

Mas a inspiração poderá ser o fator determinante da vitória. Em outras palavras, assim como ocorreu no Sansão (Oh dor, Dalila perdeu! HAHAHAHAHA) as individualidades poderão definir o clássico.

Se analisarmos a partir da bola parada, levamos pequena vantagem com Marcos Assunção, embora o adversário disponha de bons cobradores, entre os quais pontifica Chicão.

No quesito chute a gol, temos de admitir que o adversário tem o hábito de arrematar bem mais do que nós, de qualquer distância.

Em lances pelo alto, ressalvadas as jogadas fortúitas em que os gols saem através de jogadores de menor estatura, só temos chances com Danilo e Thiago Heleno, na mesma proporção do adversário que não dispõe de atacantes de grande estatura e também manda os zagueiros para o ataque.

Há um equilíbrio no que tange à referência ofensiva. Kléber e Liédson são jogadores baixos mas envolventes, dribladores e de grande capacidade ofensiva. Kléber leva vantagem na combatividade e no chamado arremate inesperado, quando gira de forma mortal para a direita ou para a esquerda, não importa o lado, e arremata contra o gol adversário.

Liédson é mais frio, calculista e velocista. Sabe tabelar em progressão, penetrar ameaçadoramente em pequenos espaços, tirar os zagueiros da área, burlar as coberturas, além de prender menos a bola do que Kléber. Há um grande equilíbrio entre esses dois atacantes absolutamente imprevisíveis em suas ações.

A partir daqui começam as vantagens do Palmeiras e que, ao meu sentir, fazem com que a balança penda para o nosso lado. A começar pelos bancos, onde, com Marcos e Lincoln, já disparamos como melhores.                                                                        
Temos alas em nível muito melhor do que o Corinthians, mormente pelo lado direito, caso Cicinho entre em campo.

Nosso lado esquerdo tem dois fundistas de um fôlego extraordinário, cujo valor tático e aplicação não vêm sendo convenientemente entendidos pela torcida e por alguns setores da mídia. Rivaldo e Luan fazem uma dobradinha que se reveza em defender e atacar, colaborarando muito  no sentido coletivo do jogo. O gol de Rivaldo amadurece a cada jogo. Será que vai ser hoje?

Luan, jogador absolutamente comum e, na maioria das vezes, previsível,  pode ser o "cara" esta tarde contra os gambás
O fato de haver perdido muitos gols contra o Mirassol, paradoxalmente, o credencia a essa perspectiva, partindo-se do princípio de que ele está chegando e criando as situações. Uma hora a bola vai entrar! Quem sabe, a hora não seja  hoje.

Mas o principal fator que me leva, por convicção, a conceder o favoritismo ao Palmeiras é o fato de o Palmeiras ter algo mais, um plus, o genial Valdívia, um craque desequilibrante e diferenciado. Os homens da mídia vivem ressaltando Ganso como um armador extraordinário, mas por que fecham os olhos para um craque da qualidade de Valdivia?

Valdívia, o mago, tem tudo para decidir o derby , da mesma forma que Neymar e Ganso decidiram ontem para o Santos. O Corinthians não dispõe de nenhum jogador da qualidade individual de Valdívia em seu elenco e esse aspecto pode ser determinante para a vitória do Palmeiras.

Aliás, esta semana, vários jogadores do Corinthians já manifestaram preocupações com o mago e até, tentaram intimidá-lo ao dizer que não sabem o que poderão fazer se ele se atrever a chutar o ar para enganá-los. Para quem sabe um pouco de psicologia, só tenta intimidar outrem aquele que está com medo.

De repente, um simples chute no vácuo resolve o clássico, na medida exata da indignação corintiana, da reação e do pulso de Paulo César de Oliveira.

Aliás, por falar no árbitro, se ele estiver em seus grandes dias, o Palmeiras que se cuide. PCO poderá ser esse craque que a gambazada não tem, e decidir o jogo no apito contra os interesses do Palmeiras.

De qualquer forma, as minhas palavras finais são esperança e confiança.

Esperança, que vem do verde de nossa camisa gloriosa, insuperável ...

Confiança, no carisma e no produto do trabalho de um dínamo do futebol brasileiro, Luis Felipe Scolari!


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6 Comentários:

  • Às 1 de maio de 2011 às 01:39 , Anonymous Jorge Araçatuba disse...

    Verdão na cabeça.
    A bicharada já foi.
    Vamo que vamo verdão.

     
  • Às 1 de maio de 2011 às 09:37 , Anonymous Marcelo disse...

    Holá Palmeirenses,

    Verdão 2x0, Kleber e Thiago Heleno.

    Abraços,

     
  • Às 1 de maio de 2011 às 15:45 , Anonymous Benê disse...

    É hoje. Verdão 2 x 0, gols de Cléber e de Luan. Valeeeuuu!

     
  • Às 1 de maio de 2011 às 18:25 , Anonymous Anônimo disse...

    Boa João Vitor !!!!

     
  • Às 1 de maio de 2011 às 20:09 , Anonymous SERGIO disse...

    .
    ALCIDES,

    ACABEI DE CHEGAR DO PACAEMBÚ!!!

    PUTO DA VIDA!!

    MAS JÁ ERA MORTE ANUNCIADA!!

    Não com esse time de GLADIADORES(o Palmeiras jogou MUUUUUUUUIIIIIIIIIIIITTTTTTTTOOOO BEM!!!), mas sim com a MALDITA arbitragem

    JÁ ERA.

    Mais uma vez, fomo "operados".

    O que resta de esperança, é saber que esse time tem brio, técnica, e amor à camisa (quem diria, nos dias de hj...). Vamos ver o que DEUS nos reserva mais adiante.

    MAIS VAI SER DOSE DORMIR HOJE...

    Boa noite...
    .

     
  • Às 1 de maio de 2011 às 20:36 , Anonymous Anônimo disse...

    Jogamos como nunca.....
    Perdemos como sempre!!!!!

    Paulo Salmazi

     

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