Observatório Alviverde

22/08/14

A ÓBVIA OPÇÃO DE NOBRE PELA CONTINUIDADE DE GARECA!


 
A ilogicidade do futebol faz de sábios, burros e de burros, sábios (AD)! 

Sem atribuir-me nenhuma dessas expressões, no entanto, corro o risco de ser chamado de burro ao defender a dispensa (ainda não consumada) de Gareca! Vá que, de repente, ele acerte...

Não me causa espanto, perplexidade ou espécie, a manutenção do (até agora) incompetente Gareca como técnico do Palmeiras após a campanha desastrosa que vem empreendendo no Verdão. 

Só não entendo porquê esse senhor continua sendo tão poupado, encoberto, protegido, blindado e, até, paparicado pela mídia e pela torcida, se não há motivos plausíveis ou justificáveis para tal. 

O trabalho de Gareca à frente do elenco palmeirense (vou repetir) ao menos até hoje, revelou-se medíocre, estéril, impotente e inútil, muito aquém das exigências de um clube da magnitude e do tamanho do Palmeiras!

Pelo que fez, e, principalmente, pelo que não fez, Gareca deveria ter recebido de Nobre, esta semana, não o sinal verde (cor que ele diz, abertamente ser aziaga) do prestígio, com o qual premiou-lhe a diretoria!

Deveria, sim, ser agraciado com um sucinto bilhete azul, com a recomendação de que procurasse outros caminhos profissionais! 

Esqueçam o que ele fez no Velez ou em qualquer outro clube, haja vista que se trata de passado irrelevante e que não vem ao caso. 

Em termos de Palmeiras, a única utilidade desse passado foi aquela de pautar a diretoria palmeirense na escolha do novo treinador. 

Na qualidade de cronista esportivo, estou analisando e julgando o inútil trabalho de Gareca (até hoje)  no Palmeiras e pelo que vejo e constato, é um dos piores, senão o pior de toda a história do clube.

Por muito menos, a nossa incoerente e inconsequente torcida paulistana já defenestrou e expulsou não, apenas, um, mas dezenas de outros treinadores, a maioria deles muito superiores ao argentino pelo que mostrou, repito, até agora. 

Gareca pode até acertar, dar a volta por cima e se consagrar  (duvido!) na direção do Palmeiras, mas, ao menos até agora tem se revelado trivial, burocrático e absolutamente comum!

Retrospectivando-se (se me permitem o neologismo) o trabalho de Gareca, de sua estreia aos dias de hoje, sem emoção, apenas com a razão, creio que não se pode tachá-lo (por tudo o que fez até hoje) com nenhum termo diferente da palavra medíocre.

Essa conversa de que o elenco é fraco e que Gareca não faz milagres, não passam de eufemismos e desculpas daqueles que querem o pior para a SE Palmeiras. 

Vejam que Gareca, em três meses, não conseguiu formar, sequer, um time base e em sete partidas do Brasileiro perdeu seis vezes e empatou uma ! Que técnico estreante fez semelhante campanha, impunemente, em toda a nossa história?

Quantos jogadores ele indicou para o Palmeiras e quantos foram contratados? Simplesmente todos, apesar de alguns como segunda alternativa, embora todas fossem por ele indicadas, recomendadas, avalizadas e, principalmente, referendadas.

Não bastassem as suas infelizes indicações, Gareca não conseguiu, até hoje, decorridos mais de três meses com junho inteiro livre de compromissos decorrente da folga proporcionada pela Copa do Mundo, montar, ao menos, um arcabouço, uma estrutura de time de futebol.

A manutenção de Gareca (eu já esperava por ela), era, foi, e, é  a opção mais óbvia e mais fácil de uma diretoria frouxa, fraca que opta sempre pelo óbvio e pelo fácil, para não ter de  mexer no bolso, ainda que o maior prejudicado seja o próprio clube, que, como se percebe, caminha, novamente, a passos largos, para o caos!.

O pior é que, com a corda no pescoço e com a espada de Dâmocles, ameaçadora, prestes a cair sobre a cabeça do clube que dirige, Nobre insiste em dizer que não vai contratar mais ninguém, quando se sabe da necessidade extrema, enfim, da premência de duas ou três contratações, especialmente de um talentoso meia que possa suprir os impedimentos e as ausências de Valdívia.

Mas, parece-me, não sei se por orgulho ou por necessidade, Nobre está disposto a não admitir que errou ao demorar demais a demitir o estagiário Kleina e procurar a tempo e hora um técnico estrangeiro.

Poucos podem fazer essa crítica e estou entre eles, haja vista que verberei, antecipadamente, contra a vinda de Gareca, até porque todo o treinador que trabalha com os garotos da base requer tempo para que possa implementar a sua filosofia e impor a sua linha de trabalho.

A manutenção de Gareca, entendo eu, a julgar pelo que o time rendeu até agora, será, muito provavelmente, por apenas poucos jogos! 

Não haverá mais clima para que o argentino continue, em caso de um simples empate sábado no Pacaembu contra o Coritiba.

A continuidade do argentino representa, simplesmente, perda de tempo, com o adiamento de soluções e a diminuição de datas que o próximo treinador terá para sacar o time da condição caótica em que se encontra.

Trata-se de uma situação emergencial que, se não for tratada em tempo hábil, desta vez, sim, colocará o Palmeiras, na condição de uma nova Portuguesa de Desportos. 

Em todo o caso, apoiarei e torcerei -sinceramente- para que  Gareca aproveite os dois jogos que a diretoria com a melhor das intenções, gentilmente, lhe oferece e que ele, não apenas se reabilite, mas que, principalmente, reabilite o Palmeiras!

Caso Gareca vá embora onde é que Nobre haverá de enfiar tantos gringos?

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