Ao postar o comentário anterior deixei o refrão: "Pra cima deles, Verdão!
Foi a única coisa que o Palmeiras - covarde e submisso- não fez ontem contra o River.
O time, mal escalado e mal ajustado foi um fiasco. Sobretudo do ponto de vista tático. Desta vez, nota ruim para o português. Até rima!
De minha parte quero dizer que há muito tempo não via o Palmeiras jogar tão mal, nas mesmas proporções, aliás, em que jogou tão bem o primeiro jogo da decisão em Buenos Aires.
Sob o aspecto emocional, registre-se, o time palmeirense foi um redundante fracasso, um espelho da covardia inominável de Abel Ferreira, ao menos no jogo de ontem.
Pelo que se viu e sentiu, o português entrou em campo objetivando apenas e tão somente aproveitar a chamada "gordura" obtida no primeiro jogo e por muito pouco, como se diz na terra dele, "não deu com os burros n'água".
Falando francamente, o Palmeiras, que mereceu perder, só não perdeu a classificação porque o Var interveio em dois lances (um de gol e outro de pênalti) assinalados erradamente pela arbitragem.
Assim, o VAR, m-i-l-a-g-r-o-s-a-m-e-n-t-e preservou a classificação palmeirense ao corrigir os dois equívocos que o árbitro uruguaio Estebam Ostojich ia cometendo, mas que, ao menos, teve a humildade de reconhecer perante a prova inequívoca das imagens.
Individualmente Weverton, pelo fato de ter sido muito exigido, foi o único jogador palmeirense que mereceu uma boa nota e, sem outras alternativas, foi d-i-s-p-a-r-a-d-a-m-e-n-t-e o craque palmeirense em campo. Sem medo de errar e sem qualquer favor, pode-se afirmar que ele foi o arrimo da classificação do Verdão.
O pior entre todos surpreendemente foi Scarpa que, além de não ter jogado nada, tem de ser responsabilizado pelos dois gols assinalados pelo adversário. Sua substituição precoce evidencia que Abel não estava feliz com a atuação dele. Nem Abel, nem ninguém!
Haja vista que o River fez uma "partidaça", há que se dizer que ninguém no Verdão, entre os que iniciaram o jogo e os que entraram no decorrer da partida, nenhum deles conseguiu atuar, sequer, razoavelmente e, noves fora Weverton ninguém mereceu notas acima de 5 na velha escala de zero a dez. Exclua-se, vá lá, com muita boa vontade, Gomez e Luan...
Gabriel Menino e Marcos Rocha estiveram mal e não jogaram -absolutamente- nada.
Contudo, entre admitir isto e culpá-los pela derrota responsabilizando-os pela péssima atuação do time, há uma enorme e formidável distância.
Do ponto de vista setorial o pior entre todos os compartimentos do Verdão foi o meio de campo que ressentiu-se, muitíssimo da ausência de seu melhor jogador, Patrick, suspenso.
Completamente zonzos em campo, sem saber a quem marcar e, principalmente, a quem lançar, Zé Rafael e o garoto Danilo não jogaram absolutamente nada, tanto e quanto Emerson Santos e Gabriel Veiga que os substituíram.
No ataque, apesar do esforço e do espírito de luta (até reconheço), de todos, eu não teria começado a decisão com Luiz Adriano que desde quando chegou ao clube até os dias de hoje jamais teve uma atuação que pudesse justificar o enorme investimento que o Palmeiras fez em cima dele.
Para evitar uma postagem ainda mais longa quero -finalmente- registrar a infelicidade de Abel Ferreira na escolha do time escalado, tanto e quanto a tática (?) adotada e a postura dos jogadores em campo.
Por que o lento Alan Empereur de uma hora pra outra virou titular, se ele tem tão pouco entrosamento com os demais zagueiros?
O fato é que Abel, em vez de colocar o time para jogar de igual para igual com o River e procurar repetir a atuação de Buenos Aires, mudou completamente a sua filosofia de jogo.
Infelizmente, preferiu dar uma de Felipão e recuou todo mundo, na expectativa de resolver o jogo num contra-ataque. Teve uma ou duas chances em lances dessa natureza que definharam e não aconteceram não apenas pela "grossura" mas, principalmente, pela precipitação dos atacantes palmeirenses.
Agora, reparem no que vou colocar porque explica e evidencia a razão de o Palmeiras ter jogado tão mal e o River, tão bem!
A escalação de Gabriel Menino na lateral direita fazendo a dobra de marcação e apoio em rodízio com Marcos Rocha, desassistiu o meio de campo justamente onde Gabriel deveria ter atuado, deixando o Palmeiras sempre com um jogador a menos no setor,
Ademais ninguém, nem Zé Rafael, teoricamente encarregado de fazer a dobra com Vinha, conseguiu coibir as jogadas do time argentino pelo lado direito do campo justamente pela falta de combate do próprio Zé que foi para o campo depois de uma contusão sem o menor ritmo de jogo.
Scarpa começou realizando a função que visava a dar liberdade a Zé Rafael, mas teve péssima atuação e suas deficiências de marcação e toque de bola levaram o River a explorar continuamente o setor esquerdo da defensiva palmeirense desequilibrando emocionalmente Viña que, sobrecarregado, cumpriu sua pior performance com a camiseta alviverde.
Essas duas foram as razões determinantes da imposição de jogo dos argentinos com amplo domínio territorial e o fator determinante de o Verdão ter sido uma presa fácil e completamente dominado mesmo quando os argentinos tiveram Vitor Castanheira expulso e ficou reduzido a apenas 10 jogadores.
Há que se registrar também a raça dos jogadores do time argentino, a doação de cada qual e o espírito de luta que mostraram durante o transcorrer do jogo. Muitos deles, aliás, choraram copiosamente quando o árbitro apitou o final do jogo e eles viram que o River estava fora da final da Liberta/20!
Para encerrar eu lhes digo em tom de blague que o craque do Palmeiras no jogo ontem no Allianz foi, sem qualquer dúvida, Nicolas Galo o árbitro colombiano que comandou o VAR.
Não fosse a atuação séria, segura e imparcial de alguém que parece conhecer profundamente essa intrincada matéria e o Palmeiras teria sido outra vez, mais uma vez, injusta e ilegalmente desclassificado pela arbitragem.
Fosse o jogo de ontem apitado por um brasileiro e se estivesse, o VAR, sob a responsabilidade de alguém mal intencionado, o Palmeiras teria sido prejudicado e, solenemente, despachado.
COMENTE COMENTE COMENTE