PALMEIRAS VENCE O PRIMEIRO JOGO DA RECOPA SUL-AMERICANA E DECIDE O TÍTULO 4ª FEIRA QUE VEM EM BRASÍLIA!
O Palmeiras iniciou com o pé direito a sua primeira participação na Recopa derrotando o "Defensa Y Justicia" da Argentina em seu próprio estádio por 2 x 1.
Foi uma vitória apertada na primeira vez que o time considerado titular entrou em campo em 2021, mas suficiente para passar o "handicap" ao adversário para a partida de volta que será travada em Brasília na semana vindoura e decide a competição. O Palmeiras terá a vantagem do empate!
Apesar da vitória "na bacia das almas" (royalties para o grande Loureiro Jr) e da expectativa frustrada da torcida palmeirense numa boa apresentação e em um resultado mais elástico, há que se dizer que o Palmeiras cumpriu sua obrigação e deu um grande passo em direção a esse título, com um porém.
Tomou um banho de bola de um adversário fraco, deixando a torcida alviverde preocupada e "com a pulga atrás da orelha" em relação ao clássico que o Palmeiras fará com o Fla domingo às 11 da manhã em Brasília, que vai decidir outro importante campeonato: a Supercopa do Brasil.
Será uma decisão difícil em um único e exclusivo jogo, contra o time que nestes tempos esquisitos do futebol e da vida é o nosso maior rival, o CR Flamengo, tido e havido pela maioria como individualmente superior ao Palmeiras.
De minha parte creio que com a garotada em campo (é preciso, aos poucos ir renovando o time) e a maior parte dos veteranos no banco, Abel Ferreira consegue armar um time suficientemente forte para brigar pelo resultado e, consequentemente, pelo título.
Causa-me, porém, um certo receio o que advier do resultado desse jogo, porquanto uma derrota do Palmeiras para o Fla, que, tomada isoladamente seria normal e não causaria tanto estrago, pode, no atual contexto, ter influência negativa sobre o jovem elenco no segundo confronto contra os argentinos 4ª feira que vem em Brasília.
O torcedor palmeirense que conhece bem o rubro-negro carioca sabe, perfeitamente, que se o Palmeiras jogar a bola miúda que jogou ontem em Buenos Aires, amargará, facilmente, a primeira derrota em decisões neste ano conturbado ano de 2021.
Em relação ao jogo de ontem contra o Defensa Y Justicia nada tenho a criticar ou reclamar no que respeita ao time que Abel Ferreira colocou em campo para iniciar o confronto.
De um ponto de vista teórico e de acordo com tudo o que se viu e ocorreu no ano passado,o técnico foi coerente, escalando o melhor time possível, considerando-se a ausência de última hora de Luiz Adriano.
O que não podia -definitivamente- ter ocorrido era o acovardamento de um time tecnicamente superior que abdicou de jogar no primeiro tempo e no segundo portou-se como se ele e não o Defensa fosse o time pequeno.
O resumo da ópera é que o Palmeiras não apenas esteve inferior e, campo, como, também, foi asfixiado pelo adversário na maior parte do confronto.
Não sei se por considerar que seu time principal voltou há pouco das férias e ainda não tem ritmo de jogo, o fato é que Abel Ferreira, absurdamente, optou por jogar recuado, para o que muito contribuiu o aspecto de o Palmeiras ter aberto a contagem logo aos 15 minutos do 1º tempo.
Dai até o gol de empate do Defensa Y Justicia aos 12 do 2º tempo, o Palmeiras não viu a cor da bola, e foi completamente envolvido pelo adversário. Tanto é verdade que o melhor em campo àquela altura era o goleiro Weverton, repetidas vezes chamado a intervir, entre situações fáceis e difíceis.
Sem a menor capacidade de marcação ou de criação na meia cancha o Palmeiras fez o que fez, isto é, nada, com dois jogadores absolutamente improdutivos no setor, Zé Rafael e Rafael Veiga, cujas atuações deram calos nos olhos do torcedor-telespectador. Tinham de ter saído no intervalo porque tudo de ruim que ocorria com o time, deles decorria!
Como Breno Lopes voltava o tempo todo para fazer a dobradinha e ajudar Marcos Rocha na marcação, o Palmeiras em quase 60 minutos conseguiu apenas puxar o contra-ataque do gol e ficou nisso.
Foi uma atuação completamente improdutiva e se o Palmeiras vier a jogar como jogou ontem contra o Fla, dificilmente será o vencedor do maior clássico do futebol brasileiro.
Para encerrar eu quero dizer que Weverton salvou o time por volta de 5 do 1º tempo ao defender um chute à queima roupa que poderia ter mudado a história do jogo.
Marcos Rocha é o Bolsonaro do Palmeiras. Todo mundo o culpa por tudo de ruim que acontece nos jogos. Ontem não reeditou as boas atuações pretéritas. Esteve bem apenas no primeiro tempo.
Luan teve altos e baixos e Gomes e Viñas foram, depois de Weverton, os dois melhores da defesa.
Zé Raphael e Rafael Veiga não renderam o que deles se esperava e, pelo contrário, comprometeram o esquema com atuações pífias. Demoraram a sair.
Felipe Melo, enquanto teve fôlego, esteve bem e fez um bom jogo mas ontem juntaram-se a veteranice com o início de temporada e ele teve de sair.
Breno Lopes apareceu em raríssimos contra-ataques e pode-se dizer que foi mais um lateral-auxiliar do que, propriamente, um atacante.
Entre os jogadores da frente o melhor, mais uma vez, foi Rôny que fez o primeiro gol e sumiu por falta de quem o abastecesse.
Ele só voltou a aparecer a partir dos 15 minutos do 2º tempo quando, tardiamente, Abel Ferreira colocou em campo Scarpa no lugar de Veiga, Lucas Esteves no lugar de Willian e, depois, aos 17, Danilo no lugar de Rafael Veiga.
O português, além da demora nas alterações efetuou uma com a qual não concordo, isto é, aquela em que pôs em campo o jovem Lucas Esteves.
Ficava bem claro que, do ponto de vista ofensivo, Abel não tinha ambições e que jogava pelo regulamento, simplesmente para não perder.
Essa alteração foi inócua e pouco contribuiu para uma melhora ofensiva do Verdão um haja vista que o garoto foi usado do mesmo modo que Breno Lopes, isto é, fazendo a dobra com Viña pelo lado esquerdo da defesa.
Como é que um time com essa formação individual e com esse desenho tático poderia fazer gols?
Em última análise, o lusitano provou que foi à Argentina com o firme propósito de sacar um empate, mas, através de um lance de bola parada, isto é, de uma cobrança de falta bem sucedida de Scarpa, está voltando ao Brasil com a vitória.
O árbitro anulou um gol marcado pelo Defensa Y Justiça que nem o goleiro Veloso conseguiu explicar com clareza na TVConmebol que o impedimento foi muito bem marcado.
O acerto da arbitragem configurou-se não quando o jogador que arrematou bateu em direção ao gol, mas quando o companheiro de que estava em posição irregular saltou em direção à bola que estava a caminho da rede e tentou, ele, ser o autor do gol. Como (claramente) tentou participar do lance, em razão disso FICOU impedido.
A arbitragem do quinteto colombiano foi bem acima da média negativa costumeira e pode-se atribuir-lhes uma nota 8.
Que venha, agora, o nosso maior rival na atualidade, o C.R.Flamengo!