Observatório Alviverde

18/05/2019

O VEIO GAGÁ DEU UM NÓ TÁTICO EM SAMPAOLI E FEZ O SANTOS CAIR DE QUATRO!


PALMEIRAS 4 X 0 SANTOS
Local: estádio do Pacaembu, São Paulo (SP)
Data: Sábado, 18 de maio de 2019
Hora: 19h (de Brasília)
Árbitro: Rafael Traci (SC)
Assistentes: Kleber Lúcio Gil (SC) e Helton Nunes (SC)
Árbitro de vídeo: Braulio da Silva Machado (SC)
Assistentes de árbitro de vídeo: Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ), Carlos Berkenbrock (SC)

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(comentário escrito no intervalo)
FIM DO PRIMEIRO TEMPO PALMEIRAS 2 X 0

O Palmeiras, de repente, pode até ser surpreendido porque a minha experiência no futebol grita e adverte que as grandes viradas ocorrem -na maioria das vezes- a partir de um 2 x 0.

Falando em 2 x 0 o placar deste Palmeiras no Santos (royalties para o grande compositor e cantor Luiz Vieira) "é justo que só boca de bode"! O Palmeiras merece o resultado.

Méritos para Felipão, primeiro, por manter a estrutura titular.

Segundo, por ter continuado a tática da marcação no campo de ataque e feito o jogo do abafa mesmo com 1 x 0 no placar, diferentemente do que sempre houvera feito em outros jogos.

Terceiro, pela motivação que passou ao time que como dizia Neném Prancha, partiu para o jogo com fome, como quem parte para um prato de comida.

O time esteve sempre ligado nestes primeiros 45 minutos e de bem com a massa pela excelência do futebol apresentado.

Individualmente eu quero realçar, pelo que fizeram no primeiro tempo, Marcos Rocha (incansável e criativo), Zé Rafael (jogou muito com ou sem a bola, com incrível mobilidade) e Deyverson foi fundamental não apenas pelo gol mas também pelas sucessivas deslocações em campo e, ao mesmo tempo, exercendo as funções de pivô por baixo ou pelo alto com casquinha e tudo, além daquele que em meu entendimento foi o melhor em campo neste primeiro tempo: Gustavo Gómez.

O Palmeiras tem tudo para não apenas manter este resultado positivo, como de dilatá-lo, ampliá-lo.

Sei que enfrentaremos a correria de um time massivamente jovem, mas (aqui entra o jeito Felipão de jogar) atuando fechadinho na defesa e explorando os contra-ataques o Palmeiras tem tudo para confirmar outra vitória importante neste brasileirão e assumir, definitivamente, a ponta da tabela.

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SEGUNDO TEMPO 
Eu antecipei a goleada quando disse no intervalo que "O Palmeiras tem tudo para não apenas manter este resultado positivo, como de dilatá-lo, ampliá-lo" . Acertei na mosca!

Mas não havia necessidade de que alguém fosse um catedrático, um PHD da bola para que fizesse esta previsão em razão da amostra-grátis do jogo do Palmeiras, ainda no primeiro tempo.

O domínio alviverde foi amplo, completo, avassalador praticamente o tempo inteiro do jogo, apesar de o Santos ter mantido -muito mais- a posse de bola, porém de maneira estéril e ineficiente. 

Mesmo na circunstância de ter menos a bola, o Palmeiras jamais perdeu o foco ou a capacidade de gerir o jogo através de uma defesa sólida, atenta e inexpugnável, de um meio de campo altamente combativo e criativo e das subidas em massa envolventes para o campo adversário, tanto nas iniciativas de ataque e, principalmente, nos contra-ataques.

Em suma, o Palmeiras, ontem, contra o Santos, superou-se a si mesmo até taticamente. 

Foi assim porque o time não recuou para a cabeceira de sua fronteira defensiva após abrir o marcador aos 6 minutos com Gomes de cabeça, conforme vinha ocorrendo em TODOS os confrontos anteriores.

Mesmo estabelecendo o 1 x 0, manteve sua força de pressão e continuou asfixiando o adversário até chegar ao segundo gol com Deyverson, aos 18 minutos. Só a partir daí é que o time se acomodou em campo passando a preocupação e a responsabilidade da virada para o adversário.

No entanto, ao retornar ao campo de jogo para a etapa completar, voltou marcando alto e impondo o "modus Scolari de jogar" até a feitura do gol de Raphael Veiga aos 7 minutos que solidificava o resultado e proporcionava-lhe, mais do que nunca, a condição de jogar recuado à espera do adversário.

A rigor, há de se dizer que o Santos só foi capaz de mostrar algo em campo quando o time palmeirense recuou em bloco e optou por defender-se e esperar a chance de contra-atacar.

Inexpugnável pelo chão, quase imbatível pelo alto, o Verdão só teve algum trabalho na bola aérea colocada em prática insistentemente pelo Santos ganhando 95% das jogadas, mas passando aperto em uma ou outra, como aos 13 minutos, num chute longo de Jean Motta defendido por Weverton.

Outro lance santista ocorreu aos 23 minutos quando Sanchez invadiu pela direita e chutou forte, ensejando a Weverton outra bela defesa. Três minutos depois criou nova chance com Soteldo com outra excelente intervenção do goleiro palmeirense salvando um "gol feito". 

A melhor das raras chance efetivas de gol do time santista ocorreu em uma cobrança de falta na entrada da área, quase na meia-lua batida por Sanchez que a trave evitou que fosse gol. 

Mas o Santos, time que os "tarados" por estatísticas da mídia afirmam que é o que mais chuta ao gol adversário deste Brasileirão não conseguiu passar disso.

O time de Sampaoli  pouco arrematou e em noventa  minutos criou, no máximo, uma situação clara de gol em jogada normal defendida milagrosamente por Weverton, cobrou uma falta no travessão e de resto, muito mais pelo recuo palmeirense do que por seus méritos, criou duas ou três jogadas com chances apenas relativas de marcar.

O Palmeiras fez o quarto gol e fechou o pacote aos 42 minutos com Hyoran que houvera entrado no lugar de Zé Rafael aos 35 e que houvera perdido um gol feito ao receber (livre) uma assistência de Weverton, penetrando livre mas chutando contra o corpo de Wanderley que saiu do gol e fechou o ângulo de chute do palmeirense.

O quarto gol surgiu em jogada rápida de contra-ataque envolvendo Marcos Rocha e Dudu que habilitaram novamente Hyoran que, desta vez, não errou e fuzilou pela quarta vez o gol santista.

Com todo o respeito a quem pensa diferente eu lhes digo que foi uma vitória fácil do Palmeiras em um jogo em que grande parte da imprensa ao invés de dizer que o Verdão jogou muito, "matou a pau", arrebentou e se impôs ao adversário, descarada e eufemisticamente prefere dizer que foi o Santos que jogou mal.

Sobre o verdadeiro "nó tático" que Felipão aplicou em Sampaoli, estrategicamente, nenhum componente da mídia disse apenas uma palavra!

Vitória clara, cristalina, incontestável e insofismável do Palmeiras que se impôs, completamente, ao adversário, tido, havido e elegido como o melhor e de futebol mais bonito do Brasileirão. 

NOTAS

Felipão, a personagem do jogo e o melhor entre todos NOTA 10. 

Deyverson e Dudu os craques do jogo, NOTA 9.

Felipe Melo, Dudu, Zé Rafael e Gomez, NOTA 8,5.

Os demais, indistintamente, NOTA 8.

Atuação irrepreensível daquele que neste momento (as loas do futebol são momentâneas) provou por a A+B que é (está) neste exato momento o melhor time do Brasil, o Palmeiras! (AD)
 
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