Observatório Alviverde

07/05/2010

A FROUXIDÃO ADMINISTRATIVA DE BELLUZZO SUSTENTA O VICE-PRESIDENTE DE FUTEBOL E O TÉCNICO. MESMO CONTRARIADOS, VAMOS APOIAR A ESTRÉIA DO VERDÃO CONTRA O VITÓRIA.

Com Cipullo e com Antonio Carlos, que não foram foram demitidos, o Palmeiras inicia hoje a sua trajetória em mais um Brasileirão.As demissões eram o mínimo que se esperava de Belluzzo em termos de atitude, mas o presidente mostrou conveniência e frouxidão administrativa e não os demitiu . Será que o caixa está baixo e não recomenda mais gastos com dispensas? Será que Belluzzo anda assustado diante da possibilidade da desaprovação de suas contas? Será que o presidente deseja preservar a sua imagem no clube sem querer criar arestas com os seus pares de diretoria? Na verdade tudo isso e, principalmente, a falta de dinheiro manietaram Belluzzo. Economista de renome nacional, Belluzzo já percebeu que administrar um clube de futebol, isto é, administrar paixões, egos, iras, talentos, euforias, tristezas, vaidades, soberbas, invejas e cobiças, é diferente e muito mais complicado do que a administrar uma casa comercial, uma indústria, um banco... Na verdade, Belluzzo desiludiu-se com o futebol, perdeu a motivação e vai levar no vai da valsa a sua administração até o vencimento do mandato que garante não querer bisar.

O QUE ESPERAR DE UMA DIRETORIA QUE FAZ REUNIÃO IMPORTANTÍSSIMA, SIGILOSA, MAS DIVULGA O CONTEÚDO PELA IMPRENSA?
Belluzzo e Cipullo reuniram-se com o Departamento de Futebol na quinta-feira à noite. Além da manutenção do treinador inventado por Cipullo, optaram por uma reformulação total do elenco. A mudança será gradativa e só irá se completar em agosto, quando atletas que atuam no exterior poderão voltar a jogar no Brasil. Sobre Diego Souza concluiram que ele já é carta fora do baralho e não veste mais a camisa do Palmeiras. O meia seguirá treinando, à espera de propostas do exterior. A diretoria não vê mais clima para o atleta, que brigou com a torcida. A meta agora é “salvar” o maior número de pontos possíveis nos próximos sete jogos do Brasileirão, antes da pausa para a Copa do Mundo. Cleiton Xavier, Armero e Pierre podem ser negociados na janela do meio do ano. Figueroa não renovará seu contrato, que vence em julho. A diretoria conta com o retorno de Valdivia, hoje no Al Ain (EAU). Até aí, tudo bem. Houve sensatez e equilíbrio na maioria das posições assumidas. Ademais, Belluzo não quer demitir Cipullo que não quer demitir Antonio Carlos que quer reformular o time e que clama por reforços. Dito isso, vamos agora grifar o amadorismo e a inocência do grupo que comanda o futebol do Palmeiras. Como é que esses senhores podem ir à imprensa e divulgar toda a logística do clube tramada em reunião de cúpula? Como é que podem passar as informações, que deveriam ser sigilosas, para o conhecimento do público, dos adversários, dos jogadores envolvidos e da própria imprensa? É muita falta de senso, de inteligência, de compreensão, de conhecimento e de profissionalismo. Qual será a atitude do elenco, principalmente dos jogadores que vão ser colocados à venda nesses sete jogos do Brasileirão? Terão eles motivação suficiente para se empenhar a fundo nos jogos, dividir bolas perigosas e correr riscos de contusão antes de serem vendidos? Como segurar a onda dentro do conturbado ambiente de um elenco desorganizado, mal acostumado, com o emocional em frangalhos e salários atrasados? O que esperar de uma diretoria que faz reunião sigilosa, importantíssima, mas divulga o conteúdo ignorando que, com isso, prejudica o próprio clube?

ANTONIO CARLOS, ENTREVISTADO, SOLTOU HOJE PELA IMPRENSA NOVAS PATAQUADAS, IMPERDOÁVEIS, DIGNAS DE UM APRENDIZ.
Antonio Carlos foi confirmado como técnico e vai continuar. Não era o que desejávamos e imaginávamos, mas, em face das circunstâncias, respeitamos a decisão. Só que na primeira entrevista de Zago, à véspera da estréia no Campeonato Brasileiro, estupidamente, ele imitou a diretoria e também falou em contratação de reforços e dispensa de jogadores sem se preocupar com as consequencias junto ao elenco. Vejam o que ele disse: 1) "Já havíamos conversado anteriormente, faz uns dois meses, sobre a chegada dos jogadores que precisamos para o Campeonato Brasileiro". 2) "Dificilmente esses novos atletas vão chegar até a Copa do Mundo, até porque as equipes blindaram suas principais estrelas. O importante é fechar com jogadores que estão fora do país e trabalhar no mercado nacional em cima de um ou outro nome". Falar em reforços antes do início do brasileirão é mostrar desconfiança total no elenco. Essas coisas têm de acontecer devagarinho, naturalmente. Do jeito que a diretoria e o técnico estão agindo, é um verdadeiro tiro no pé. Aliás quando Zago fala em jogadores que vêm do exterior, parece que a política de contratações de jogadores de nome consagrado, porém, futebolisticamente, superados, vai continuar. Do exterior, entre os que já atuaram no Brasil, só dois me interessariam: Valdívia e Alex Cabeção.

A PARTIR DE HOJE ESTE BLOG APOIA ANTONIO CARLOS E TORCE, SINCERAMENTE, PARA QUE ELE DÊ A VOLTA POR CIMA.

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ESTA É A HORA DE CIPULLO E ZAGO DEIXAREM O FUTEBOL DO PALMEIRAS. (ANTES QUE SEJA TARDE)

Doeu demais essa derrota para o Atlético Goianiense, que tirou do Palmeiras a chance de seguir na Copa do Brasil e alcançar a vaga antecipada para a Libertadores de 2011. E doeu, não tanto pelo resultado, mas pelas circunstâncias, absolutamente vergonhosas, em que ocorreu.

Na verdade, o rubro-negro goiano tem um bom time que, na pior hipótese, é igual ao nosso, com a vantagem de ser mais bem treinado, entrosado e de estar vivenciando uma condição psicológica invejável por sua próxima participação no brasileirão e pela brilhante conquista do Campeonato Goiano deste ano. A diferença atual entre os times reside na história e na folha de pagamento.

De tudo isso o Palmeirense consciente já sabia e, até, considerava. O que ninguém imaginava era a inesperada omissão tática do Verdão, diante de um adversário respeitável, é verdade, mas sem cartel e sem imagem brilhantes no conceito do futebol brasileiro.

O Atlético GO respeitava muito Palmeiras e tinha consciência de que começava o jogo tendo de reverter a desvantagem de 1 x 0 decorrente do primeiro jogo em São Paulo. Só a partir daí abriria caminho para a classificação.

O medo dos goianos em tomar um gol era notório e foi sempre frisado pelos jogadores nas entrevistas. O adversário sabia que não poderia levar gols pois para cada gol que sofresse teria de assinalar dois.

Aí é que vem a falta total de cálculo previsão, antecipação, percepção e de noção do jogo do adversário. por parte do inexperiente Antonio Carlos. Ele esperava ser atacado em bloco para revidar em contrataques. O jogo seria assim não fosse a possibilidade do gol com peso de dois, um privilégio estratégico do Palmeiras.

É elementar que para não sofrer um gol com o peso de dois, o Atlético não abdicaria nunca de se defender e jamais partiria em bloco, desesperadamente, para o ataque, senão no segundo tempo, como imaginava e desejava Antonio Carlos. Geninho, "macaco velho", não caiu na armadilha.

Tentaria, primeiro, resolver o jogo pelas vias normais. A tática do tudo ou nada só seria adotada após aproximadamente os 25 ou 30 minutos do segundo tempo, se necessário. Esse é o procedimento normal, a praxis do futebol. Sómente Zago não sabe disso.

O fato de o Palmeiras só se defender e abdicar de jogar fez crescer o moral do time de goianiense que, jogando dentro de casa, tomou conta do jogo. Tudo isso, como se nota, foi decorrente do despreparo e da falta de visão de Antonio Carlos, um mero aspirante a treinador.

A dor da derrota, então, decorre, muito mais, pela forma como ocorreu a desclassificação, incompatível com o espírito, com a grandeza e com as conquistas da S.E. Palmeiras.

Fiquei irado ao ver em campo um Palmeiras medroso, nervoso, recuado, retrancado, apavorado, jogando como time pequeno, com o rabo entre as pernas, pois era o detentor da vantagem e não havia motivos para isso.

Deu raiva ver o time cometendo seguidas faltas (o que culminou com a expulsão de Pierre), chutando desesperadamente para os lados, rifando a bola, entregando-a seguidamente nos pés dos adversários, sem qualquer referência tática e olhando constantemente para o relógio em um pífio esquema 4-6-0, pois até Robert, o único atacante escalado, recuou para marcar.

Por falar em esquema, quem sabe Cippullo e Belluzzo mesmo chateados com a desclassificação, estejam satisfeitíssimos com o esquema 4-6-0 lançado pela primeira vez no futebol mundial, por Antonio Carlos Zago e pelo Palmeiras.

O Palmeiras começou o jogo, inexplicavelmente, administrando o empate, mesmo sabendo que bastaria marcar um simples gol e levaria, certamente, à vaga.

Pior do que isso só quando sofreu o gol e passou a administrar, pasmem, uma derrota que o enviaria, não à classificação, mas para o jogo lotérico e decisivo dos penaltis. Santa burrice. Isso é algo inédito na história palmeirense, desde os tempos em que ainda se chamava Palestra Itália.

Como é que um time que aspira a conquista do título de qualquer competição pode entrar em campo jogando na retranca? Em minha longeva carreira de cronista esportivo, vi duas equipes ganharem títulos jogando atrás: o Fluminense de Zezé Moreira em meados do século passado(faz tempo, hein) e o Once Caldas em 2004.

Essas equipes são as exceções que confirmam a regra de que qualquer clube, para ser campeão, tem de ser ousado, ofensivo e contundente em seu ataque.

Aliás, se retranca fosse o esquema ideal para ganhar campeonatos, Milton Buzzeto teria sido o técnico mais campeão no Brasil e os suiços, que inventaram o esquema, seriam recordistas em títulos mundiais.

Eu sei, você sabe, a torcida sabe, todo mundo sabe: esta é a hora da dispensa de Zago.

Esperar dele mais o que? Uma mudança de esquema? Uma mudança de filosofia? De atitude?

Ele teria coragem suficiente para lançar Bruno Paulo, Paulo Henrique e outros garotos que estão loucos para jogar mas que são sufocados pela presença de jogadores de maior custo, nome e marketing?

Que, antes dele, Belluzzo seja suficientemente forte para demitir Cipullo.

Mas não seria má idéia se Cipullo, pelo bem do Palmeiras, num gesto de grandeza pessoal se demitisse, levando com ele o aprendiz, isto é, o técnico(?) palmeirense.

Haverá, no entanto, mais dinheiro para outra rescisão?

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