Observatório Alviverde

04/04/2025

PALMEIRAS ARRANCA VITÓRIA DIFÍCIL NO PERU!

Com um esquema de três zagueiros e jogando com empenho e seriedade, o Palmeiras derrotou o Sporting Cristal por 3 x 2 ontem em Lima.

Previ que seria um jogo extremamente difícil, e foi, mas o Verdão, após muita luta, conseguiu contornar todos os obstáculos e vencer, largando na frente da tabela do Grupo G da Libertadores, ao lado do Cerro Porteño do Paraguai que goleou o Bolivar na primeira rodada por 4 x 2.

Apesar de não ter exibido um futebol primoroso, pode-se dizer que o empenho e o esforço da boleirada alviverde fizeram jus à vitória, limpa e incontestável em que o árbitro argentino Dario Herrera, sua trupe e o VAR tiveram uma atuação que beirou à perfeição, mesmo nos lances mais difíceis. 

O Palmeiras, em meu critério de análise, jogou muito melhor no 2º do que no 1º tempo, conquanto tenha se imposto e prevalecido em ambas as fases do jogo.

O Cristal, que jogou sempre em contra-ataques, na chamada bola comprida, conseguiu incursionar pouquíssimas vezes pela área palmeirense. Pode-se dizer que a defesa verde predominou o tempo todo, exceto nos dois lances de arremates de média e larga distância, estratégia através da qual o time peruano conseguiu assinalar dois gols.  

Já o Palmeiras, inicialmente com Fuchs, Gomes e Micael, começou com ampla segurança defensiva, prevalecendo na meia cancha, mas, como vinha ocorrendo, sem capacidade ofensiva, isto é, do mesmo modo como vinha se apresentando até ontem.

Malgrado o domínio que impunha, o Palmeiras passou por sustos aos 17 e 18 minutos em dois arremates que sofreu, em um chute de longe que passou perto e em cobrança de falta por González, um foguetaço que Weverton simplificou e desviou a córner.

Aos 24 nova chance do Cristal veio em uma troca de passes de cabeça na pequena área palmeirense, que Weverton também salvou, caindo com a bola nos braços sobre a linha e impedindo que entrasse.

O Palmeiras teve chances aos 32' em bola alçada de Piquerez para Estevão que falhou na hora de cabecear. 

Aos 36' nova chance palmeirense, agora com Lucas Evangelista, que bateu forte mas o goleiro pegou.

Logo em seguida, após cruzamento de Martinez e uma confusão na área do Cristal, Estevão aproveitou um rebote do goleiro e fez Palmeiras 1 x 0.

Na volta do 2º tempo, o Palmeiras sufocou o Cristal, que apesar do esforço de seus jogadores, já não tinha mais o ímpeto mostrado na etapa inicial.

De forma direta ou indireta o Verdão foi criando situações para marcar, mas o seu ataque esbarrou no goleiro adversário que pegou muitas bolas difíceis nas cinco ou mais situações criadas nos 10 primeiros minutos da volta para o 2º tempo.

Depois dessa "blitz" o Palmeiras, 1 x 0 no placar, tentou tirar o ritmo, administrar, cozinhar o jogo, deixar o tempo passar e se acomodar na vantagem mínima.

Tudo ia bem até que um arremate de larga distância de Prettel surpreendeu Weverton e o Cristal empatou o confronto. Só depois o Palmeiras, que estava visivelmente acomodado, resolveu voltar a jogar.

O sofrimento e a aflição da torcida verde aumentaram muito e só aos 34 minutos saiu o 2º gol, decorrente de uma falta cometida em Flaco Lopes dentro da área do time cervejeiro. Penalti para o Verdão!

Piquerez bateu o tiro-de-rigor com uma força descomunal, fazendo os mais antigos como eu, lembrar Roberto Carlos.

Em seguida, quando o Palmeiras recuou e se preparou, apenas, para se defender, o atacante Tavara acertou outro petardo de fora da área e empatou tudo de novo.

Só a partir daí que o Palmeiras juntou os cacos e saiu novamente apressado e em desabalada carreira buscando o gol da vitória. 

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura, o Verdão desempatou e, mesmo com duas chances reais de gol ainda criadas pelo Sport Cristal ao final do jogo, conseguiu (ufa) manter a vantagem e a importantíssima vitória que pode representar o símbolo, a marca e o significado maior na nova fase que esperamos no Verdão.

Os melhores do Palmeiras ontem em Lima: Weverton, Gomes, Martinez, Piquerez, Luigi, Richard Rios e Estevão, num jogo em que, a rigor, ninguém jogou mal.

Quando a Abel, vimos, ontem, um outro profissional em campo e no banco, menos piegas, menos sentimental e muito mais prático, comportando-se melhor e saindo-se muito melhor.

Não vou criticá-lo pelas escolhas ou pelas alterações táticas processadas, ainda que com muitas restrições à várias delas, mas espero que ele mude totalmente o comportamento e sua maneira de ser nos futuros compromissos.

Onde "ele deu uma aula de bola mesmo na entrevista após o jogo, tendo coragem para denunciar, sem medo de retaliações da mídia ou coisas assim", aspectos importantes da rivalidade Corinthians e Palmeiras, verdades verdadeiras, que a imprensa formal não propaga por não lhe interessar.

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