O MITO DO POUPAR E DESCANSAR NO FUTEBOL!
Tem sido irritante essa conversa de Abel sobre "jogador e elenco cansados", inaptos para determinados jogos. É de lascar!
Desculpa, esfarrapadíssima e constante dos técnicos, eles a usam em proveito próprio para administrar seus elencos e promover as alterações que desejam procurando evitar reclamações e reivindicações.
No Palmeiras, por exemplo, toda a vez que o time vai mal, ou há demora de reposição de jogadores que saem do DM, ainda que estejam curados, Abel Ferreira vem com a tal desculpa de "jogador " sem ritmo e não os coloca em campo ainda que estejam na plenitude da forma e aptos para jogar.
Isso tem servido de pano de fundo para justificar erros cometidos pelo técnico palmeirense que nunca perdeu tanto quanto perdeu este ano. OBS - Fique bem claro que não estou reivindicando a dispensa ou a saída de Abel mas apenas elaborando uma crítica construtiva para que ele perceba alguns erros crassos que até sem querer ou perceber ele vem cometendo dentro e fora das quatro linhas
Abel Ferreira, por exemplo, precisa parar com essa bobagem de que o time e os jogadores estejam cansados, por fazer dois jogos e, raras vezes, três por semana, haja vista que todos são profissionais, jovens, "tratados a pão de ló", como se diz na gíria e, pressupõe-se, com capacidade física total.
Se estão com algum tipo de estafa é bom que Abel consulte e cobre o Depto de Fisiologia. Poucas vezes se abordou isso na história do Palmeiras, mas agora é voz corrente, um absurdo. Um jogador de futebol tem de ter preparo físico suficiente para jogar minimamente duas vezes por semana. Sempre teve!
Viram como a tal proteção à estafa não resolveu nada contra o Red Bull? O time ficou parado uma semana e, ao final de tudo, não passou de um empate contra o time de Bragança, teoricamente inferior.
O que os mais novos desconhecem é que o time de Abel, que ganhou mui merecidamente tantos títulos, pode descansar o quanto for que é inferior, técnica, tática e individualmente, a qualquer de nossas academias de Rubens Minelli a Filpo Nunes, passando pelo lendário Osvaldo Brandão e Luxemburgo. Detalhe: as vi em ação e assisti a todas elas!
O que ninguém nunca disse nessas comparações, agora entre os treinadores é que Abel, em número de títulos sequer chega perto de Brandão, campeoníssimo que foi, também, no maior adversário, o Corinthians.
O que há de comum entre todos os técnicos palmeirenses de antanho, é que eles não reclamavam de calendário, estafa ou coisa assim e, raras vezes falavam em poupar jogadores.
Tinham seus times titulares certos e pré escalados ressalvadas as contusões e as suspensões e se sabia, de cor e antecipadamente quem iria entrar em campo, sem essa "frescura" de esconder as escalações até a hora da transmissão de TV ou da execução do hino nacional.
Quando o time ia taticamente mal e havia jogadores que não atuavam bem no primeiro tempo ou quando o jogo era desfavorável, o Palmeiras (logo no intervalo) fazia as alterações que todo mundo, até o adversário, já sabia; Entre elas estava o aproveitamento de Fedato que, não sem razão, era considerado naquela época como "o melhor reserva do mundo" acompanhado dos mesmos jogadores de sempre!
Não havia a teimosia de manter intacto o time que jogasse mal no intervalo dos jogos e trocar as peças só aos vinte minutos do segundo tempo ou ao final do jogo.
Não, não venham com essa de que o meu discurso é ultrapassado.
Ultrapassado, sim, são os conceitos do futebol do Brasil de hoje, invadido por estrangeiros, sem personalidade e sem marca (as eliminatórias da Copa estão comprovando) que já começa a ser sobrepujado por países que jamais imaginaram pudessem, um dia, superar a magia da camisa canarinha, outrora respeitada e tida como a melhor do mundo.
Abel Ferreira que nesta época, repito, nesta época em que vivemos, é, reconheço, um treinador de primeira linha, precisa (urgentemente) renovar alguns conceitos que o atrapalham como aquele de parar de substituir religiosamente apenas aos 20 do segundo tempo e guardar os jogadores titulares, agudos e desequilibrantes para depois. Fica sempre mais difícil.
Pior ainda é quando os guarda para jogos posteriores, esperando demais por soluções mesmo quando o tempo urge e exige que se as tome rápidas e de insistir tanto com peças que ao final dos jogos, mais prejudicam do que auxiliam e não resolvem a situação do time dentro de campo.
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