PALMEIRAS SÓ EMPATA COM O COELHO E AGORA VAI VAI TER DE DECIDIR EM BELO HORIZONTE.
Repito:
Nem que Abel Ferreira perder todas as competições que disputar não reivindicarei a sua dispensa do cargo de técnico do Palmeiras.
Só o farei, caso seja necessário, mas depois que a diretoria der tempo ao tempo e esperar pelos resultados. Quem pariu Mateus que agora o embale!
Isto não me impede, porém, de criticá-lo com toda a veemência que se faça necessária nos momentos em que ele errar e hoje já é dia de fazê-lo novamente.
Minha primeira crítica diz respeito à adoção de algo fundamental que era preciso e continua sendo preciso, isto é, que o Palmeiras defina um time titular e um modo de jogar, a fim de que o time adquira padrão de jogo e entrosamento...
Só que o português parece querer fazer média com todo mundo e a cada jogo escala um time diferente. Tá mais na cara do que cravo e espinha que ele divide as titularidades para poder reinar! Quem quer agradar todo mundo acaba não agradando ninguém.
Aí Abel vai para a coletiva e declara que assume a responsabilidade pelo rodízio! E daí? Ele se responsabilizando ou não, o erro já está cometido e é irreversível!
Rodízio é uma imbecilidade dos teóricos da mídia, tipo Facincane e outros, os mesmos que ficam pregando mudanças táticas a cada jogo e outras bobagens. Ele já se esqueceram que Jorge de Jesus os desmentiu bem recentemente e desmoralizou completamente essas teorias absurdas.
Quem tem que se preocupar em fazer esquemas para derrotar o time mais forte é o mais fraco e não o contrário. Sempre foi assim.
A academia de Dudu e Ademir fazia todos os jogos sem alterar a sua forma de atuar com uma ou outra pequena mutação tática em um ou outro jogo, de acordo com as necessidades e fim de papo.
Essa prática, hoje corriqueira, de poupar jogadores acontecia, apenas, em casos excepcionais mediante um descanso pontual a um ou outro jogador mais necessitado, nada mais que isso.
Qualquer esquema (é elementar) depende das peças que se disponha e talvez pelo pouco conhecimento que Abel tem em relação ao elenco, tem errado demais nas escalações.
Seu erro, ontem, foi primário, tão primário quanto deixar Marinho jogar livre, solto, sem marcação especial e pessoal no jogo contra o Santos. Ele foi o culpado direto pelo empate, sendo que por pouco o time não levou uma tunda na Vila Belmiro.
Tão primário como começar os jogos com o limitado Lucas Lima que, apesar de esforçado, a cada dia demonstra que não tem bola suficiente para fazer parte do elenco do Palmeiras.
Tão primário quanto mandar o time usar o recurso do cruzamento pelo alto contra o Inter e ontem, novamente, contra o América contando com anões de jardim como Willian em sua peça ofensiva. Ironicamente, quando Luis Adriano entrou, o recurso deixou de ser utilizado.
Tão primário quanto a volta repentina de Emerson Santos à titularidade, ele que foi o Papai Noel do Palmeiras deste ano quando entregou um presentaço a atacante Ademir que abriu o placar para o time de Belo Horizonte.
Se Abel sabia (creio que soubesse) que o esquema ofensivo do América é feito em 80% dos lances pelo lado direito do campo com o velocíssimo Ademir, não teria deixado Viña no banco e colocado o maior talento ofensivo do seu time (Scarpa) para correr atrás de ponta o jogo todo e chegar sempre cansado ao ataque na hora dos cruzamentos de linha de fundo e dos arremates a gol.
Há que se refletir na razão pela qual ele escalou Marcos Rocha que havia "entregado o ouro" contra o Inter e deveria ter ficado no banco pelos riscos que sua escalação fazia o time correr.
Ainda bem que Rocha -grande jogador e provou isso mais uma vez- surpreendentemente, foi um dos melhores do time, figurando, ao lado de Weverton, Gomez e Gabriel Menino como expoentes de um jogo em que o melhor em campo foi, decididamente, Scarpa, um talento outra vez desperdiçado pela falta de visão do português.
De qualquer forma, ainda que o empate tenha sido um resultado desagradável, há de se reconhecer que o time esteve empenhado do início ao fim do jogo e atuou com muita disposição.