Observatório Alviverde

13/04/2018

APESAR DAS FALHAS ANTONIO CARLOS TEM DE TER A TITULARIDADE MANTIDA! QUEM PRECISA MUDAR É RÓGER!



Não posso ficar o tempo todo retornando ao blog para justificar meus comentários em face de interpretações diferentes e de incompreensões ao que publico.
 

Entretanto, diante das contestações inteligentes e pertinentes de tantos em relação à postagem de ontem (quem não leu, por favor, leia e também opine)  sinto-me obrigado a responder na postagem desta 6ªfeira.

EU NÃO DISSE N-U-N-C-A QUE ANTONIO CARLOS DEVA SAIR DO TIME.
 

Disse, apenas, que o zagueiro, coincidentemente, falhou nos dois importantes gols que sofremos contra o Curica e contra o Boca.

Sei, perfeitamente (não estou fazendo comparações, mas apenas registrando) que:

Falhar, Palante já falhava na década de 40.


Falhou Juvenal (titular da Seleção Vice-campeã do Mundo da Copa de 50 e Campeão Mundial de Clubes pelo Palmeiras em 1951).

Falhou, Djalma Dias (cracaço, um dos maiores zagueiros da história do futebol...

Falhou, Baldochi (Campeão da Copa de 70)...   


Falhou Márcio, zagueiro espetacular dos anos 80s que o Palmeiras foi buscar em Londrina...
 

Falhou Luis Pereira (o maior zagueiro da história do Palmeiras)...

Falhou Klebão (um dos melhores centrais do Verdão em todos os tempos)...
 

Falhou, Antonio Carlos (Zagueiraço do timaço dos anos 90s).

Falhou, até, Mina (colombiano que o Barça, recentemente, veio buscar no Verdão.

Se todos esses extraordinários zagueiros (para que se fale apenas em centrais) falharam tantas vezes, como não admitir que o noviço Antonio Carlos também falhe, em que pese por duas vezes e em dois jogos consecutivos importantíssimos ?

É o tal negócio: ajoelhou tem de rezar e se errou vamos criticar, quem está na chuva sujeita-se a se molhar.

Faz parte do jogo a crítica construtiva visando ao aprimoramento e ao aproveitamento do próprio atleta.

Fique claro, então, que NÃO, não estamos pedindo a cabeça de Antonio Carlos por ele ter ido mal em dois jogos e falhado grotescamente.

Mas, na hipótese de continuar falhando,  devemos ou não solicitar o seu afastamento do onze titular?


Fique exposto que sim! É óbvio que sim! 

Só que neste momento não estou pedindo a saída de Antonio Carlos, do técnico Róger Machado ou de qualquer outro jogador do Verdão por considerar, ainda, intempestivo. 

Tampouco peço a demissão do contestado Mattos, mas cobro dele uma intervenção imediata junto ao elenco porque este é o momento mais adequado para que um diretor de futebol mostre a cara e ajude na colocação dos nervos de todos em seus devidos lugares e na própria motivação grupal!

Ainda mais quando se trata de Antonio Carlos, cujo aproveitamento imediato tanto reclamávamos quando ele era (ainda)o terceiro reserva do Verdão.

Sempre o consideramos superior a Luan e Juninho, reservas imediatos, levando em conta o muito pouco que estes dois zagueiros
fizeram até agora!
 

É óbvio que merecíamos atletas melhores do que Luan e Juninho (repito, a julgar-se pela limitação com que se apresentaram até hoje), que precisam melhorar muito para jogar mal.  Quanto mais para jogar bem!

Quero dizer novamente que neste 2018, decorridos três meses da temporada em curso, já posso afirmar que  não considero o elenco palmeirense tão diferenciado e melhor em relação aos de muitos concorrentes, tanto e quanto tudo o que dizem por aí, mas, apenas e tão somente um bom elenco.

Como temos (reconheço e repito) um bom grupo, creio que Róger precise, em primeiro lugar, definir os onze melhores e, a partir daí, derivar para a adoção de uma roupagem tática nova que surpreenda os adversários e que seja mais compatível com as peças de que dispõe. 


É elementar no futebol que o esquema depende sempre das peças de que se dispõe e não o contrário, como pode e parece imaginar o técnico palmeirense.

Na real, Róger está querendo que as peças se adaptem e se amoldem ao seu esquema, quando ele é que deveria ter um esquema capaz de tirar das peças tudo o que elas têm de melhor.

Só um exemplo. 


Se Borja funcionava no Atlético de Medellin, se funciona - e bem- na Seleção Colombiana por que funciona apenas precariamente no Palmeiras? 

Ele não é nulo, amigo Edson, mas um mediano de boa presença física, que tem vocação e capacidade de fazer gols.

É o esquema, meus amigos, é o esquema que Machado insiste em manter, retirando Borja da frente, da área adversária, único lugar em que ele sabe jogar, para voltar e compor na marcação.

Em minha avaliação deveria ser diferente. 


Borja teria de ficar entre os beques e segurá-los (um no mano a mano e outro na cobertura) para que a zaga adversária não possa apoiar e para que, quando a bola chegar para a disputa, ele esteja descansado para correr, se não em superioridade -seria o ideal- ao menos em igualdade de condições com os beques adversários.

Aliás, também Keno poderia e deveria jogar assim, esperando um lançamento longo e bem pensado de Lucas Lima ou Felipe Meto ou por um estouro intempestivo e  aleatório da defesa endereçado ao ataque.

A minha preocupação e, sobretudo, a minha crítica em relação a Róger é essa, a da falta de engenhosidade e criatividade na montagem de um esquema que torne o time mais ofensivo, mais agressivo e o menos óbvio e previsível.
 

Estou considerando, também, o trabalho que ele fez aqui em Belo Horizonte, no Galo Mineiro, que também tinha jogadores de nomeada e diferenciados tanto e quanto os tem o Palmeiras. 

Mas perguntem aos dirigentes do Atlético e à torcida do Galo Minero se sentem saudade de Róger ou se, ao menos, lembram-se de Róger!

Na verdade, pelo que vi até agora, se eu fosse formar um time para MMC ou para campeonatos de luta, na certa contrataria alguém como Róger, que, em vez de armar esquemas táticos e jogadas ensaiadas, parece privilegiar a formação de gladiadores.

Estamos cobrando e propugnando por uma mudança radical de atitude de Róger mas creio que, como sempre e como todos os outros, ele seguirá rezando não pela cartilha do estrategista e mestre Luxa daqueles tempos mas pela cartilha de seu coestaduano Luis Felipe, o Scolari dos tempos de hoje.


É imperioso que o Palmeiras trabalhe nos bastidores, mas, antes, é necessário que arme times compatíveis com a sua grandeza e à altura de seus investimentos.

É preciso (absolutamente necessário) que alguém avise Róger Machado deste fato: 

após suas infrutíferas tentativas de firmar-se e afirmar-se como técnico, se ele perder a chance aurífera que lhe oferece o Palmeiras, dificilmente voltará a trabalhar em um time de primeiro escalão e grandeza do futebol brasileiro!

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