PALMEIRAS DEITOU E ROLOU SOBRE O SÃO BERNARDO E VAI PARA A SEMFINAL NO ALLIANZ CONTRA O SANTOS DE NEYMAR!
Foi uma vitória justa e incontestável do Palmeiras, 3 X 0 no São Bernardo, porque o Verdão, se não esbarrasse na eficiente atuação e nas intervenções miraculosas do goleiro Alex Alves, teria imposto ao time do ABC uma goleada histórica e de grandes proporções. O Verdão fez por merecer o que dizemos!
De qualquer forma, os volumosos 3 x 0 deram cifras finais ao marcador e, com isso, o Palmeiras evidenciou, de forma límpida, clara, cristalina e bem explícita, o quanto foi melhor que o adversário no decorrer dos 90 minutos de confronto.
Em razão disto, não quero acrescentar mais uma única palavra à maneira como o time se entregou, se envolveu, se doou e ganhou pois foi, até, comovente.
Tenho, sim, de elogiar a maneira diversa com que o time (finalmente) jogou e, a um só tempo, reconhecer os méritos decorrentes do trabalho de cada atleta, da comissão técnica e especialmente de Abel Ferreira.
O Palmeiras marcou o adversário do início ao fim do jogo sem dar-lhe tréguas, tocou a bola com envolvência e muito sentido de profundidade e objetividade. Pode-se dizer, então, que dominou o Verdão dominou as ações em percentual que beira 80%.
O principal mérito de Abel Ferreira, além do ajuste tático que impôs a um time que não vinha rendendo satisfatoriamente, foi o de encontrar a solução ideal para o setor mais vulnerável da equipe, a lateral direita e, de quebra, recuperar e criar condições de escalar sem sustos aquele a quem considero ainda o melhor lateral direito do Brasil, apesar da veteranice, Marcos Rocha.
Sei que muitos discordam do que venho dizendo de há muito, mas basta uma retrospectiva dos números alcançados por Rocha (melhores até que os de Maike que continua reserva dele) para que se chegue, fácil, a essa conclusão;
O que não podia, como vinha ocorrendo (falha sistemática de Abel) era deixar o Marcos Rocha, na idade provecta em que se encontra, inteiramente sozinho, ocupando um verdadeiro latifúndio de campo na lateral direita, tentando marcar adversários mais jovens, cobrir falhas de companheiros e, até, ficar como último homem.
Não sei dizer se porque tudo isso ocorria frequentemente e as coisas ficaram assim por tanto tempo, mas o fato é que Rocha, com tudo e por tudo o que passou, poucas vezes decepcionou. Grande jogador, atleta diferenciado e um extraordinário profissional!
O esquema de Abel, a partir de agora, a ser mantido o que vi contra o São Bernardo, prevê Rocha apoiando, avançando, construindo, descendo, armando e cruzando quando o Palmeiras ataca, mas voltando para guarnecer a última linha defensiva quando o time é atacado.
A diferença nesse jogo contra o São Bernardo foi que Rocha, desta vez, contou, do início ao fim do confronto com as "ajudas luxuosas" de Richard Rios e Estevão, o que serviu, também -diga-se de passagem-, para atrair o adversário e abrir espaços para ferocíssimos ataques e perigosíssimos contra-ataques palmeirenses.
Desta vez, mais do que nunca, creiam, estou sentindo ainda mais firmeza no Verdão, até porque o seu jogo da semifinal, contra o vencedor de São Paulo e Novorizontino, será travado no Allianz .
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