NA ESCARAMUÇA DOS BANDIDOS QUE VESTEM CAMISAS DE CLUBE, DEZESSETE SE FERIRAM E MORREU UM CRUZEIRENSE
A Mancha Verde emboscou à torcida do Cruzeiro perto de Mairiporã, cidade paulista localizada à margem da Rodovia Fernão Dias.
O resultado da brutal selvageria foi lastimável: um morto e dezessete feridos, alguns em estado gravíssimo.
Noves fora tudo, com tantas críticas à facção palmeirense e pedidos de punição ao clube, o que ninguém fala é que a Mancha não pertence à entidade Palmeiras e só surgiu para enfrentar a violência que era imposta aos palmeirenses pela torcida do Corinthians, dentro e fora dos estádios.
Nesse contexto, convém ressaltar que as autoridades e a mídia, ainda que sabendo disso, nada fizeram e nem fazem no sentido de acabar com a farra, até porque borravam-se (borram-se, ainda) de medo dos corintianos mesmo sabendo que, por culpa deles, tudo deu no que deu.
No episódio em destaque, vou condenar veementemente a Mancha nos contextos da humanidade, da religiosidade e da cidadania, mas no âmbito da refrega propriamente dita, como posso condená-la se as duas partes, definitivamente, estão mergulhadas nesse contexto, cansadas de provar que se merecem?
Ontem foi a Gaviões, a Máfia ou a Independente que aprontou, se sabe lá como e onde, mas, desta vez foi a Mancha que se vingou, embora de maneira vil e cruel, como são quase todos os vândalos envolvidos nessas facções à beira da marginalidade e do crime.
Que os responsáveis pela chacina irresponsável (não o Palmeiras) sejam punidos exemplarmente e que os políticos (que pouco ou nada fazem), em colaboração com a justiça (hoje tão injusta) e a CBF (a eterna omissa) possam usar o deplorável episódio e promover uma reforma estrutural do futebol para muito além do campo de jogo.
Tenho dito!
Diga, agora, você !
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