Observatório Alviverde

04/03/2011

NÃO CREIO QUE JOGAR NO CANINDÉ SERIA A MELHOR ALTERNATIVA PARA O PALMEIRAS!

 

O presidente Tirone e sua diretoria torceram muito pela realização do segundo jogo contra o Comercial do Piauí em São Paulo.

Como o Palmeiras anda descapitalizado, imaginaram que um jogo de volta, em pleno Pacaembu, valendo a seqüência na Copa do Brasil, teria a presença de um grande público e proporcionaria uma receita apreciável.

Em post anterior eu alertava para a  aventura do segundo jogo, haja vista que seu sucesso comercial estaria vinculado a um bom resultado diante dos bambis, justamente o clube brasileiro que, historicamente, mais temos dificuldades em vencer.

A vitória no “choque-rei”, enfim, não aconteceu, apesar do empate quase ao final do jogo, das chances perdidas, do domínio avassalador imposto pelo Palmeiras no segundo tempo  e do sabor de triunfo que a igualdade de resultado nos trouxe.

Certamente que uma vitória sobre os famigerados bambis, minimamente, dobraria os 3.509 pagantes que se aventuraram a comparecer ao Pacaembu quarta-feira, em noite de frio e chuva, no jogo contra o Comercial.

Entretanto, ainda que o público dobrasse, o lucro do Palmeiras não seria significativo como imaginavam o presidente e seus pares de diretoria. Façamos as contas:

Com público dobrado, ou  sete mil pagantes, a renda atingiria cerca de  290 mil reais.

As despesas completas do Palmeiras no jogo foram de 135 mil, correspondentes à renda total, mais 90 mil que a diretoria alega ter sido o prejuízo, ou, 225 mil reais..

Sublinho: para, simplesmente, abrir o Pacaembu e colocar o time em campo, o Palmeiras teve de desembolsar 225 mil.

Em caso de público dobrado, o Palmeiras ficaria com 75 mil, o que, convenhamos, é uma ninharia em face de nossas prementes necessidades.

Em decorrência da crônica falta de quorum da torcida em nossos jogos e dos constantes prejuízos decorrentes do aluguel do chamado “próprio da municipalidade”, o Palmeiras, agora, quer fugir do Pacaembu.

Concordo com a diretoria em gênero, número, gráu, caso e tudo mais que queiram, porque abrir o Pacaembu para três mil testemunhas, mais do que um constante prejuízo, é uma insensatez, uma irresponsabilidade.

Levar os jogos para o Canindé, como imagina a diretoria, é, apenas, minimizar um pouco os gastos, mas conviver com o desprezo contumaz que o segmento paulistano de nossa torcida devota ao clube, há anos, certamente ressentido por tantas decepções..

O Canindé, eu meu modo de entender, é, apenas, um paleativo. Tanto lá quanto no Pacaembu as nossas rendas serão igualmente, ridículas e a diferença de preço no aluguel dos estádios, no fechamento do caixa, pouco ou quase nada  vai representar, a não ser que se tenha um improvável aumento de público.

Fora do aspecto financeiro, a grande vantagem, sem qualquer dúvida, seria a da ilusão de ótica como fator determinante de marketing e projeção de imagem e da imposição de nosso ambiente sobre os adversários e sobre as arbitragens mal intencionadas,.

Por quê?

Simplesmente porque um público razoável não parece nada em um estadio do tamanho do Pacaembu, mas lota um estádio de menores dimensões como o Canindé.

Cá entre nós, o Palmeiras não é clube para jogar em estádios com apenas tres mil pessoas, mas essa tem sido a nossa perturbadora  realidade paulistana. É preciso mudar e só o interior paulista tem o poder de fazer isso.

Pagar vexame por jogar com pouco público, além de ser vergonhoso, alimenta as ondas junto à opinião pública de que os bambis estão nos ultrapassando em tamanho de torcida e prestigio.

Essa saída estratégica do Pacaembu é muito boa para o Palmeiras, mas entendo que o Canindé não represente a nossa melhor solução.

Não sei o que ocorreu em relação à Arena Barueri onde obtivemos ótimas receitas, bons públicos, grandes resultados e onde ainda estamos invictos. Aquele jogo contra o Fluminense em que desejávamos perder e, visivelmente, entregamos o jogo aos cariocas, não conta.

Após tudo o que disse, concluo que a grande saída para o Palmeiras estaria em jogar as partidas restantes da fase classificatória do Paulistão, cujos mandos são nossos, no interior bandeirante. Quando chegar o octogonal, estuda-se a melhor alternativa, se a capital ou o interior.

Muitas cidades sempre colocaram os seus estádios à disposição do Palmeiras, para que mandasse os seus jogos lá.

Além disso, se propõem a pagar todas as despesas de viagem e hospedagem do Verdão. Não seria desta vez que fariam diferente.

Com todo o respeito ao torcedor paulistano do Palmeiras, a paixão pelo clube no interior de São Paulo e do Brasil, neste momento, parece ser muito maior do que na capital.

É óbvio que jogar em cidades cujos times disputam o Paulistão, não é uma decisão intelogente.

Entretanto, armar o nosso espetáculo em cidades como Rio Preto, Jaú, Araraquara, Piracicaba, Sorocaba, Araçatuba e outras é garantia de casa cheia, de apoio, de festa e de muita vibração;

O que as sucessivas diretorias do Palmeiras não compreendem é que, hoje, o segmento maior e mais entusiasmado de nossa torcida, é o enorme contingente de palmeirenses do interior de São Paulo e do Brasil.

Essa gente, fanaticíssima e com devotado amor pelo nosso pavilhão, não só  apreciaria muito, mas se realizaria plenamente, caso pudesse assistir ao vivo os jogos do Verdão.

Muito melhor do que o acanhado Canindé, do que o azíago Pacaembu, ou do que a rejeitada Arena Barueri, qualquer dessas cidades o é.

A vantagem maior é que, além da promoção natural do clube nas cidades em que se apresentar, a loja móvel presente à porta dos estádios, poderá vender camisas, material esportivo e tudo o que tiver no estoque, e faturar uma renda paralela àquelas dos próprios jogos.

Daí em diante, se houver êxito na empreitada, que o Palmeiras siga com os jogos no interior também no Brasileirão, esperando a conclusão das obras da nova Arena Palestra Itália.

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6 Comentários:

  • Às 4 de março de 2011 09:17 , Anonymous vladimir rizzetto disse...

    Estádios vazios em alguns jogos do Palmeiras, na capital paulista, para mim mostram o seguinte:
    - a torcida palmeirense local tem diminuido. Atualmente, ouso dizer que superamos apenas a do Santos.

    - os contantes fracassos do Palmeiras

    Por outro lado, como você bem observou, Esmeraldino, os palmeirenses do interior tem se mostrado muito mais presentes e vibrantes e além do mais, nossa torcida é imensa no interior.
    Também acho que jogar no Canindé acarreta prejuízos morais, apesar de, talvez, resolver os financeiros.
    Enfim, poderíamos fazer um revezamento entre Canindé e interior.
    Grande abraço

     
  • Às 4 de março de 2011 12:30 , Anonymous Anônimo disse...

    Boa tarde a todos!

    Vejam bem, ninguem leva em consideração que em São Paulo quase todo mundo tem PPV?

    Só os torcedores muito apaixonados ou os jogos muito importantes merecem uma aventura na cidade de São Paulo pra ver um jogo.

    Eu mesmo preferi chegar em casa, tomar um banho, jantar e assistir o jogo tranquilamente pra poder sair cedo no dia seguinte pra trabalhar.


    Quarta feira as TVs transmitiram o jogo direto pra SP, choveu o dia todo, o ingresso mais barato chegou ao exorbitante preço de R$ 30,00!

    Ah! Disseram que houve promoção, que o valor real seria de R$ 40,00!

    Não levaram em consideração que uma partida de futebol no maldito horário das 22hs é um tiro no pé?

    E qdo marcam as partidas às 19:30hs então?

    E o horário da venda dos ingressos?
    Colocam os postos de venda funcionando das 10:00 até às 17:00hs em dia útil!
    Quem pode sair na hr do trabalho e falar pro chefe:
    "To indo comprar ingresso..."?

    Ninguem pensa no cara que trabalha e tem que atravessar a cidade em plena hr do rush pra chegar a tempo de ver o jogo?

    Quem sai do estádio quase meia noite corre o risco de não ter mais nem ônibus pra voltar pra casa.

    E a torcida que mora na Zona Leste, no ABC, na zona Norte, no Jd.Angela, como é que se vira pra chegar no estádio e ir embora?

    Não é só questão de desinteresse no time não.

    Já faz tempo que o torcedor palmeirense, em sua maioria não são os filhinhos de papai, os classe-média alta de São Paulo, além de serem tratados como gado pela nossa diretoria.

    Temos torcedores em todas as classes.

    Abraços!

    Dinho Maniasi

     
  • Às 4 de março de 2011 14:48 , Anonymous Benê disse...

    Lendo o que escreveu o Dinho sou obrigado a aceitar os argumentos do Rizzeto. O Palmeiras tem que jogar alguns jogos no Canindé e outros no interior. Dinho no interior quase todo mundo também tem o Pay Per View.
    Mas como as dificuldades de ir e voltar ao campo são menores do que na capital, os jogos deviam ser mesmo no interior. Prtincipalmente se as prefeituras das cidades ajudarem nas despesas.

     
  • Às 4 de março de 2011 18:25 , Anonymous Anônimo disse...

    É isso mesmo Bene, apesar do torcedor do interior - onde o Palmeiras sempre foi o time da capital que tem a maior torcida - ter PPV, um jogo na cidade é a oportunidade de ver os jogadores ao vivo é sempre uma maior atração do que em SP, onde o Palmeiras joga 2 ou 3 vezes por mês.

    2 ou 3 vezes com um ingresso de R$ 40,00 a arquibancada, pra ver o jogo na chuva e sentar no cimento.

    Dêem uma olhada neste link:

    http://www.forzapalestra.blogspot.com/

    Não sou o único que pensa que o horário das 22hr é uma aberração.

    Abraços!

    Dinho Maniasi

     
  • Às 4 de março de 2011 20:15 , Anonymous Doente(verdao disse...

    Jogar no Caninde eh um erro e tanto da nossa diretoria. A nossa torcida nao vem comparecendo ao estadio pelas decepcoes dos ultimos anos, a falta de contratacoes de impacto(baixa qualidade tecnica do elenco) e ainda pela pouca importancia dos ultimos jogos. Tirar o Palmeiras da Capital por um ou dois anos eh diminuir ainda mais o nosso futuro publico na sonhada arena! Frequento os estadios e sei que a nossa torcida so vai ao estadio se tiver certeza de onde e como chegar, quando de carro, se sabe bem onde estacionar o carro e principalmente num estadio onde se possa assistir o jogo com o minimo conforto. E na ausencia do Palestra o Pacaembu eh o estadio que nos oferece as melhores condicoes disparadas. No mais, renda de estadio a muito tempo deixou de ser uma das tres principais receitas de um clube de futebol. Alem disso, pergunto, onde jogaremos uma possivel semi-final contra um dos grandes da capital, no Caninde? Claro que nao! O Pacaembu eh e sempre sera a nossa segunda casa. Isso eh historico, basta analisar os numeros, os titulos que la conquistamos! Um abraco a todos!

     
  • Às 4 de março de 2011 20:52 , Anonymous Jogadores querem Canindé disse...

    04/03/2011 17h55 - Atualizado em 04/03/2011 17h55

    Deola aprova jogo no Canindé, mas não esconde saudade do Palestra

    Goleiro gosta da ideia de jogar contra o São Bernardo no estádio da Portuguesa. No entanto, ele quer que obras da Arena terminem logo
    Por Canindé será a casa do Palmeiras contra o São
    Bernardo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

    A escolha do Palmeiras por jogar no Canindé já encontra adeptos favoráveis dentro do elenco. O goleiro Deola, por exemplo, aprova a medida do clube, que fará um teste no estádio da Portuguesa no próximo dia 12, em duelo contra o São Bernardo. Caso torcida e jogadores aprovem, o Verdão buscará um acordo para mandar mais jogos no local até o fim da temporada. Assim, o Pacaembu só seria utilizado em partidas de maior apelo - como as fases finais da Copa do Brasil.

    Ainda que o Canindé tenha dimensões menores e capacidade reduzida, uma característica agrada ao clube: a proximidade entre arquibancadas e gramado, semelhante à do Palestra Itália. Deola usa esse argumento para defender a utilização do estádio da Portuguesa.

    - Fizemos um jogo no Canindé esse ano e ganhamos (2 a 0 sobre a Lusa), o histórico está bom. Vou torcer para que dê certo, pois estamos precisando de um estádio. O Pacaembu é gostoso de jogar, mas a torcida fica longe, não tem muita pressão. Espero que possamos nos firmar e fazer dali a nossa casa, o nosso caldeirão - desejou Deola.

    O goleiro, porém, deixa escapar que a saudade do Palestra Itália já é grande. Fechado desde o ano passado, o estádio está em fase final de demolição para a construção da nova Arena Palestra. A obra vem enfrentando resistência de conselheiros do Palmeiras, que já sugeriram a suspensão dos trabalhos até que algumas cláusulas do contrato sejam revistas. Nada disso é assunto para Deola, que só quer ver a nova casa palmeirense pronta. A previsão de entrega é para o início de 2013.

    - O Palestra é um estádio de várias glórias e lembranças. Isso sempre faz falta. Mas vamos ser otimistas e pensar que logo logo vem uma Arena toda reformada e cheia de tecnologia para que o Palmeiras continue fazendo história - disse o camisa 22.

     

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