Observatório Alviverde

03/08/2011

O FUTEBOL É PROFISSIONAL SÓ PARA OS JOGADORES OU PARA QUEM VIVE DELE!

 

O JOGO DA VINGANÇA

Nas priscas eras do amadorismo, o Palmeiras x Coritiba desta noite seria tratado como o jogo da vingança;

Haveria como que uma excitação, uma mobilização do grupo, visando a devolver o extravagante resultado, com o fito, exclusivo, de resgate moral.

Os 6 x 0 impostos pelo time araucariano, no fatídico jogo das semifinais da Copa do Brasil, ainda estão atravessados na garganta dos palmeirenses.

Nós, torcedores, ainda estamos engasgados e vai ser difícil desentalar.

O placar negativo recorde, imposto impiedosamente pelo coxa, ficará, para sempre, na memória e na lembrança dos palmeirenses como um estigma a nos atormentar.

Esse negócio de levar goleada funciona mais ou menos como quando se perde um amor. No começo você se inquieta, chora e lamenta, depois se acalma e tem raiva. Só um novo amor estanca a ferida.

No futebol, só um placar igual ou uma diferença de gols igual, tem o poder de acalmar os ânimos e fazer o torcedor retornar ao estado zen, de onde ele gostaria de nunca ter saído.

Nos tempos do amadorismo, o Palestra Itália disputava apenas a terceira partida de sua história e levou também maior goleada até que o clube registra em sua história. Perdeu de 7 x 0 para o Santos. A vingança veio em 1932: 8 x 0 pelo Paulista

No 1959, o Palmeiras levou um “depena periquito” do Santos de Pelé por 7 x 3, na Vila Belmiro.

Foi um baque, uma tristeza, para nós torcedores, mesmo considerando-se que o Santos tinha a maior máquina de jogar futebol do mundo à época.

Só que o Palmeiras não ficava atrás. Se igualava e peitava o o time de Pelé, com a vantagem de jogar um futebol muito mais clássico e mais bonito.

Um fato marcou-me muito nessa época.

O Santos não tinha torcida, apenas simpatizantes e admiradores. Pois não é que um desses admiradores da “baleia”, provavelmente um corintiano (também quase não havia bambis na época) escreveu em uma parede do bar mais frequentado da região: SANTOS 7 X 3 PALMEIRAS.

Eu tinha ímpetos de apagar aquela frase, mas não tinha oportunidade porque a corintianada não deixava. Eu me incomodava com aquilo, mas nada podia fazer.

É, mais veio o jogo seguinte, dois ou três meses depois e o duelo aconteceu no Pacaembu. O Palmeiras acabou com o Santos e, impiedosamente, estabeleceu 5 x 1 no placar, isto é, pagou com a mesma moeda, a diferença de 4 gols.

A partir da goleada que encheu-me de alegria, fiquei à espreita de um momento em que eu pudesse responder a quem houvera humilhado o meu amado time.

A oportunidade surgiu e escrevi em letras maiores, em cima do que estava escrito naquela parede: “Palmeiras 5 x 1 Santos. Pagamos com a mesma moeda”.

Entre os jogadores, há alguns exemplos disso e dois me ocorrem neste instante foi relatados por Zico.

No final da década de 80 o Palmeiras goleou o Flamengo em pleno Maracanã por 4 x 0.

Passou a ser uma obsessão para os jogadores daquele grupo do Flamengo de Zico, Adílio, Júnior, Andrade e companhia, devolver a goleada ao Palmeiras, o que ocorreria um ano depois com a imposição de uma  goleada ao Verdão, no Maracanã, por 6 x 2.

Da mesma forma, Zico relatou que toda a vez que ia enfrentar o Botafogo, surgia uma faixa com os dizeres: Botafogo 6 x 0 Flamengo que o incomodava e ao time, profundamente.

Zico disse que só sossegou quando, em l981, nove anos após a goleada que ocorrera em 1972, conseguiu devolver o placar ao adversário.

A grande diferença é que esse time do Flamengo era formado por flamenguistas, isto é, jogadores que haviam sido promovidos a partir das escolinhas e da base do próprio clube.

Transportar esse sentimento para um time heterogêneo, formado por jogadores oriundos de tantos clubes e de tantas regiões, com pouca identificação com a camisa do Palmeiras é um pouco mais complicado.

Vivemos a época do profissionalismo, ou, se me permitem, do próprio mercenarismo. Vejam que Kléber que se autoproclamava um grande palmeirense fez tudo o que fez por dinheiro e quase gerou um problema de proporções inimagináveis dentro do clube.

Se ele, que se diz palmeirense, é assim, imaginem os demais jogadores.

Por todos esses aspectos eu não acredito que o Palmeiras parta para um jogo de desforra posto que esse sentimento só existe no coração de nós torcedores.

Eu acredito que Felipão vai cobrar postura e atitude de seu grupo, tomando como base e exemplo aquela catastrófica goleada de 6 x0. Para alguns jogadores, certamente, vai funcionar.Para outros, não!

De qualquer forma, com uma vitória simples de 1 x 0, eu vou me dar por satisfeito.

Como diziam os antigos, vingança é um prato que deve ser saboreado, preferentemente, frio!

O QUE VOCÊ ESPERA DO PALMEIRAS NO ESTA NOITE CONTRA O COXA?

HENRIQUE DEVE MESMO ESTREAR?

DEVE ENTRAR NO LUGAR DE MAICON LEITE PARA FORTALECER A DEFESA?

OU SERIA MELHOR ELE FICAR NO BANCO E TERMOS UM TIME MAIS OFENSIVO?

HÁ AMBIENTE PARA QUE POSSAMOS GOLEAR O RIVAL?

 

QUAL O SEU PLACAR PARA O JOGO?

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3 Comentários:

  • Às 3 de agosto de 2011 15:24 , Anonymous Mestre dos Magos disse...

    EU ACHO

    QUE TÁ FRIO PRA CACETE.

    Se na capital estiver mais frio ainda, a desculpa de frio não será problema em Coritiba.

    O problema no Paraná pode ser chuva.

    Frio com chuva. Campo liso, mas se torna pesado.

    Chato pra caramba de jogar.

    Acho que o time deveria ir com esta formação:

    Marcos (deóla)

    Thiago Heleno
    Henrique
    M.Ramos

    Cicinho (Ala)
    M.Araujo
    M.Assunção
    Valdívia
    Luan (Ala) - insisto nessa tecla.

    Kléber
    Dinei (Maikon Leite)

    Observações

    * Maikon Leite opção banco para contrataque.

    ** Com essa formação de 3-5-2, ganhamos força na bola aérea com os 3 zagueiros, mais Luan e Dinei.

    *** Com essa formação, ganhamos um pouco mais de força física nas condições desse campo.

    **** Acredito que a bola aérea pode fazer a diferença hoje.

    ***** Nesse sentido, o jovem Gerley e Maikon Leite ficam como opção.

    Saudações.

     
  • Às 3 de agosto de 2011 19:02 , Anonymous Benê disse...

    O time que eu escalava hoje é este
    Marcos Cicinho Mauricio Ramos Tiago Henrque e Gerlei. com tres zagueiros.
    Marcio Araujo, Marcos Assunção e Luan. Valdivia e Cleber. Deixava o Maicon Leite no banco para entrar quando os inimigo tiverem cansado. Não vou arriscar palpite mais acho que a gente ganha por mais de dois gols de diferença. Valeeu.

     
  • Às 3 de agosto de 2011 20:01 , Anonymous Marcelo disse...

    Holá Palmeirenses,

    Acho que o Palmeiras ganha de 1 a 0, boa formação a do Mestre. Está frio pra caramba o Pameiras que aqueça o jogo.

    Alguem poderia me dizer quantos jogos o Wiliam do Avaí jogou? Ele é bom centroavante e tem sorte contra os bambis e gambás, fica a sugestão para a Diretoria do Verdão.

    Abraços,

     

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