Observatório Alviverde

22/02/2017

UM CLÁSSICO NEM SEMPRE É RESOLVIDO APENAS DENTRO DE CAMPO!



Clássico é sempre clássico! Tudo pode acontecer em um clássico, até porque um clássico nem sempre é decidido exclusivamente dentro de campo.

Ainda mais quando esse clássico é um jogo de tal jaez, importância e rivalidade que tem o epíteto de "derby", colocando frente à frente os dois clubes que representam o ápice, o apogeu da rivalidade do futebol brasileiro, Palmeiras e Corinthians, muito maior que qualquer outra.

Repare, quem me lê, um pequenino detalhe acerca deste jogo!

Muito poucos se referem ao "derby" como Corinthians x Palmeiras, mas sempre como Palmeiras x Corinthians, ainda que o jogo seja no (literalmente)  terreiro deles?

Essa maneira de referir-se ao clássico não deixa de ser uma forma subconsciente de respeito ao clube de maior representatividade e grandeza,  inquestionavelmente o Palmeiras.  

Desde a década de 50 que acompanho este jogo que tantas vezes fez-me derramar minhas lágrimas infantis pela dor da derrota.

Testemunha (graças a Deus) viva e lúcida de meu sentimento é a minha jovem mãe do alto de seus 92 anos de saúde, lucidez, sabedoria e inteligência que sempre me consolava nesses momentos amargos e difíceis.

Fui menino na década de 50 e testemunha de inúmeras migrações de garotos palmeirenses de menor personalidade para outras camisas, em face da década quase perdida em que o Palmeiras ficou 13 partidas seguidas sem vencer e quase 10 anos sem conseguir derrotar o maior rival.

Perseverei como palmeirense pois sempre tive têmpera forte, persistência e personalidade, legados invisíveis que alcancei de forma inconsciente seguindo o exemplo de meu velho pai, palmeirense muito mais de alma e coração do que de presença, que só viu o Verdão jogar nas poucas vezes em que a família viajava à casa do cunhado corintiano em Campinas onde já havia TV em preto e branco.

Fui testemunha da segunda "Grande Arrancada palmeirense", iniciada em 1958 que começou com uma espetacular goleada de 4 x 0 sobre o Corinthians na chamada "quebra do tabu". Lavou-me a alma!

Na ocasião, entre 58 e 59, mais ou menos nos termos da reformulação atual promovida por Alexandre Mattos, o Palmeiras contratou em série muitos dos grandes jogadores daquele tempo, recrutando-os, principalmente, nas Seleções Estaduais.

Na Seleção Cacareco, como era conhecida a Seleção de Pernambuco, o Palmeiras contratou Aldemar, Zequinha , Gildo, Géo e Rinaldo .

Na Seleção Gaúcha foi buscar Valdir Joaquim de Moraes,  Enio Andrade e Chinesinho, o melhor meia de armação que vi jogar, mais até do que Ademir da Guia de quem foi mestre e professor.

Entre tantos outros contratados o Palmeiras foi buscar Paulinho no Flamengo, Geraldo Scotto e Formiga no Santos e Nardo, no próprio Corinthians.

Isso sem falar na maior de todas as contratações. Julinho Botelho muito, mas muito mesmo, melhor jogador do que Garrincha e um dos melhores do futebol brasileiro de todos os tempos. Vi N vezes os dois em campo e sei, perfeitamente, o que estou afirmando!

Daí em diante foi só alegria, e, muito pouco, tristezas.

Na verdade o Palmeiras só começou a perder no para o Corinthians no atacado quando Mustafá e alguns presidentes armaram times incompatíveis com a tradição e a grandeza palmeirense e o político Lula, subliminarmente, foi o presidente invisível, mas, de fato,  daquele clube.

Lembram-se do que eu disse no início desta postagem de que um clássico não é decidido apenas dentro de campo?




Desde que esse político calhorda (só não tenho mais nojo dele do que tenho de o outro curicano FHC, ainda pior) perdeu o espaço e o poder e obrigou-se a afastar e esquecer o Curica que o Palmeiras não perde mais para eles.

Há exatos dois anos que eles não vencem o Verdão!

Que continue assim daqui a pouco!

FICHA TÉCNICA MAIS PROVÁVEL:

CORINTHIANS X PALMEIRAS
Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 22 de fevereiro de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Romero, Rodriguinho e Marlone; Kazim
Técnico: Fábio Carille
PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Felipe Melo; Michel Bastos, Raphael Veiga, Guerra (Keno ou Thiago Santos) e Dudu; Willian
Técnico: Eduardo Baptista

COMENTE COMENTE COMENTE






11 Comentários:

  • Às 22 de fevereiro de 2017 17:40 , Blogger Unknown disse...

    Repetindo o comentário da postagem anterior, com adendos entre colchetes:


    O maior clássico do Brasil (talvez do mundo inteiro) é um campeonato à parte.
    Não existe essa de tanto faz [o resultado para o campeonato, nesta fase de classificação].

    Em termos psicológicos, vencer o curica é uma injeção de ânimo e moral fantástica para todo mundo, jogadores e treinador incluídos.
    Ainda mais vencer na casa do adversário e sem nossa torcida!

    A propósito, hoje o Veiga vai realizar o sonho de toda sua família palmeirense.
    O moleque vai arrebentar!!!
    Tem que sair jogando.

    [Jaílson também é palmeirense desde criança e merece jogar o clássico!]

     
  • Às 22 de fevereiro de 2017 18:21 , Anonymous VERDE INSUPERÁVEL disse...

    Eu, menino, estava nos 4x3, em 1971, quando Adãozinho arrebentou, e eu saí do estádio chorando. E também no 1x0 para nós, em 1974, quando Ronaldo tirou o título tão esperado pelos curicanos, que saíram do Morumbi jogando paus e bandeiras no fosso, silenciosos. E o timaço do Palmeiras, da segunda academia, ganhava mais um Paulista. Estava também naquele da Libertadores, com Marcos defendendo pênalti de Marcelinho. Lembro-me também daquele, em 2011, de virada, por 2x1, quando entramos todo de branco, por ordem de Felipão, na quentíssima Presidente Prudente.
    Fui a vários outros, mas sempre com a mesma tensão. Nunca se pode antecipar o resultado, nesse clássico centenário. Normalmente, quando pensamos que vamos ganhar, perdemos ou empatamos. Por isso jamais, digo, jamais, dou o meu palpite. Neste aspecto, sou muito supersticioso. Mas ganhar do Curica me faz perder o sono. E perder, não me deixa dormir. E isso vale também para jogos contra os cervídeos. Entretanto, contra o Curica, confesso, eu fico diferente, sempre com um pé atrás, por certo devido à dimensão histórica desse jogo, dos dois maiores times paulistas. Centenários. Se ganhar do Sunpaulo é ganhar, antes, do inimigo figadal, ganhar dos marginais, acima de tudo, é ganhar do nosso maior adversário. E vencer o adversário, e não o inimigo, é a essência da disputa no Futebol.

     
  • Às 22 de fevereiro de 2017 19:36 , Anonymous Doente(verdão) disse...

    Não ví jogar, mas tive a honra de participar de inúmeros churrascos com Chinezinho na casa do seu sobrinho, de apelido 'Gaucho"(que é Colorado), na praia de Peruíbe-SP! Sempre aparecia vestindo uma camisa do Palestra! Ouvi muitas histórias sobre ele, inclusive que o valor da venda foi preponderante para a construção do antigo Palestra Italia.
    Chinezinho faleceu há poucos anos, mas sempre levou o Palmeiras no coração...
    Abraço do Doente(verdão)

     
  • Às 22 de fevereiro de 2017 21:14 , Blogger Unknown disse...

    Alcides, grande texto que espelha um passado tão próximo. Mas, tenha a certeza de que, independente do resultado de hoje, face a nova estrutura do verdão é de sua modernidade, nada irá abalar nosso time, caso haja um resultado adverso. Hoje temos os pés no chão e buscamos títulos, como todo time de primeira grandeza deve fazer, e não resultado imediato de jogo após jogo. Esse conceito vai demorar pra muitos torcedores entender, visto que pra eles o que importa é o resultado imediato, sem pensar no ano planejado. Eles não sabem o que diz. Tentam sempre, motivados pela imprensa que os induz ao erro, que a cada derrota deve trocar tudo, inclusive o planejamento feito. Eles não têm capacidade de raciocínio natural e sim emocional. Garanto a vc, que se o verdão perder hj, vai existir esses tipos de torcedores que querem a cabeça do técnico e a contratação de novos reforços. São os pelegos da imprensa marrom. Pobres coitados.

     
  • Às 22 de fevereiro de 2017 22:42 , Blogger Adriano Freire disse...

    Esse árbitro destruiu jogar o clássico... Palmeiras não joga bem, e quem tem dois a menos somos nós que não temos Jean e William que esqueceram de vir para o jogo...

     
  • Às 22 de fevereiro de 2017 22:43 , Blogger Adriano Freire disse...

    Destruiu o clássico *

     
  • Às 22 de fevereiro de 2017 22:53 , Anonymous Elcio disse...

    Eu ia usar o intervalo para falar de uns 4 que nem pegaram na bola, mas o juiz cagou.

    Segura o juiz no segundo tempo, Felope Melo que se cuide.

     
  • Às 22 de fevereiro de 2017 22:55 , Blogger Unknown disse...

    Querem apostar que vão contar para o juiz sobre o erro e ele vai expulsar um do Palmeiras pra compensar?
    Felipe Melo que se cuide...

    ========

    curica tá numa crise tão brava que não consegue lotar o estádio nem em dia de clássico, hahaha.

    ========

    Perdi a conta dos chutões.
    E não foram só do Prass.
    Com tanta gente boa, pra que rifar a bola toda hora?

     
  • Às 22 de fevereiro de 2017 22:57 , Anonymous Elcio disse...

    Willian e R.Veiga nao pegaram na bola.
    Keno e Jean horríveis.

     
  • Às 22 de fevereiro de 2017 22:59 , Anonymous Elcio disse...

    Os caras estão xorrendo e marcando muito, os chutoes sao inevitaveis.

     
  • Às 22 de fevereiro de 2017 23:52 , Blogger Unknown disse...

    Vão reclamar do Baptista?????????

    Jogadores sem vontade nenhuma.

    Especialmente guerra Michel Bastos Jean

    Salva somente Zé Roberto Dudu (mais ou menos) v. Hugo e Mina

    Guerra já começou se queimando , espero que Borja seja melhor, não adianta ter um grande time no papel e não ter caráter, cambada de vagabundo......

    Na boa , detesto perder pra esses malditos e juhz ajudou o Palmeiras......

    Muitos jogos dá Libertadores vai ser assim, não adianta jogar com o salário jogadores lixos.

     

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial